quarta-feira, 19 de março de 2014

Galo e a inanição futebolística

Foto: Lancenet


Um jogo difícil e corrido. Duas penalidades - corretamente assinaladas pelo árbitro. O showman Ronaldinho Gaúcho geralmente não perde esse tipo de oportunidades. Hoje perdeu. Mas, logo se redimiu, convertendo a segunda cobrança. Em falta executada perfeitamente por Riveiros. (Esse cara aprendeu com o Ronaldinho) O Nacional empatou, se fechou, e garantiu o resultado.

Olhando taticamente, Paulo Autuori não teve trabalho ao assumir o Atlético. A equipe é o "rascunho" da equipe de Cuca. Na verdade, não o rascunho, mas a obra tática completa de Alex Estival. 

Assim como na equipe de Cuca, o meio tem dois volantes de marcação e regular saída de bola. Um homem pensante que coordena as jogadas: Ronaldinho e aciona, em passes e lançamentos, o ataque. Formado por dois pontas (Fernandinho e Tardelli) e um homem de referência (Jô), a ofensiva atleticana imprime muita movimentação e passagem dos laterais para anular a cobertura da defesa rival. As laterais são o ponto forte do Galo.
Mas, no ano de 2014, o Galo ainda não apresentou o futebol vertical que o consagrou na campanha 2013 da libertadores. Nessa edição, esteve fazendo, apenas, o FEIJÃO COM ARROZ.  Hoje não foi o suficiente para nutrir a apaixonada torcida no Horto, que ainda sofre de inanição de bom futebol nesta temporada.. O Nacional foi valente, e fez com que os presentes saíssem de barriga vazia e com gosto amargo na boca de "quero mais".

O Atlético tem que fazer mais. Tem que comer a bola.

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