Comentários sobre os jogos dos clubes brasileiros e dos adversários de seus respectivos grupos.
INDEPENDENTE DEL VALLE (EQU) 2 X 1 BOTAFOGO
Sob condições adversas, o Botafogo encarou o Independente e
não teve muito sucesso. Chuva ininterrupta, o gramado... ah o gramado... um
verdadeiro pasto, fora isso, ainda havia a altitude. Todos estes elementos dificultaram
a produção de um espetáculo de qualidade. Se eu não soubesse que esse jogo era
valido pela grandiosa Copa Libertadores, acharia que se tratava de uma partida daquelas de primeira fase da Copa do Brasil ou de um dos nossos nada
empolgantes campeonatos estaduais. Mas, isso é libertadores! Os times técnicos,
ao jogarem fora de seus domínios, encaram dificuldades que os nivelam às equipes
mais frágeis. E foi assim com o Botafogo. Visivelmente prejudicado pelas
condições da partida, o alvinegro de General Severiano mostrou-se confuso na
marcação e falho na articulação de jogadas. Aproveitando-se disso, o
Independente (EQU) abriu o placar. No segundo tempo, um sensível aumento na
produção ofensiva do Botafogo fez com que o Glorioso conseguisse – em jogada
exaustivamente ensaiada em treinamentos – empatar a partida. Aos 30’ do 2º tempo, após entrada
dura, Bolivar recebe seu segundo cartão amarelo e é expulso. Em confusão, o
árbitro da partida expulsa Edilson, complicando a vida do Bota. O Alvinegro
tentou se fechar, se defendeu, mas aos 46’ um chute de longe, inapelável, selou
a vitória do Independente Del Valle, e embolou o grupo.
Arbitragem confusa e fraca, que tornou o clima do segundo
tempo tenso. Ao fim do embate não sobraram uniformes limpos!
SAN LORENZO (ARG) 1 X 1UNIÓN ESPANOLA (CHI)
Mostrando inconstância no Grupo 3, o San Lorenzo não se
impôs no Nuevo Gasometro, e viu a liderança da chave escapar por entre os
dedos. Com o empate, o equilíbrio se instaura no grupo.
NACIONAL (PAR) 2 X 2 ATLÉTICO MINEIRO
Em jogo transferido
da capital Assunción para Ciudad Del Este (fronteira com o Brasil), o Atlético
Mineiro ia vencendo, de virada, a equipe do Nacional (PAR). Mas, em uma
interpretação errada de um lance (o árbitro viu toque de mão na área), a equipe
paraguaia empatou a partida. O galo continua sem derrotas nessa edição da
competição. Com 7 pontos, a equipe de Paulo Autuori busca vencer a maior
quantidade de compromissos em busca da melhor campanha no geral, visando
decidir a segunda partida dos mata-matas no Horto.
ZAMORA(VEN) 2 X 1 INDEPEDENTE SANTA FÉ (COL)
Jogando em casa, o Zamora venceu sua primeira partida na Copa Libertadores 2014. O Independente Santa Fé revela sua fragilidade defensiva quando joga fora de casa. Assim foi na fase preliminar da Libertadores, quando enfrentou o Monarcas Morelia (MEX) e foi facilmente envolvido pelas tramas ofensivas do time mexicano. Naquela oportunidade, o Monarcas chegou ao placar de 2x0, tendo amplo domínio e chances para deixar o placar mais elástico. Porém, um gol do Santa Fé (COL) colocou a equipe em situação “confortável” para decidir em Bogotá. O fraco time do Zamora surpreende, e esquenta a briga – entre Nacional (PAR) 4 pontos, e Santa Fé (COL) 3 pontos - pela segunda posição do Grupo.
Jogando em casa, o Zamora venceu sua primeira partida na Copa Libertadores 2014. O Independente Santa Fé revela sua fragilidade defensiva quando joga fora de casa. Assim foi na fase preliminar da Libertadores, quando enfrentou o Monarcas Morelia (MEX) e foi facilmente envolvido pelas tramas ofensivas do time mexicano. Naquela oportunidade, o Monarcas chegou ao placar de 2x0, tendo amplo domínio e chances para deixar o placar mais elástico. Porém, um gol do Santa Fé (COL) colocou a equipe em situação “confortável” para decidir em Bogotá. O fraco time do Zamora surpreende, e esquenta a briga – entre Nacional (PAR) 4 pontos, e Santa Fé (COL) 3 pontos - pela segunda posição do Grupo.
O arrebatador Cruzeiro foi até Montevidéu para conseguir uma
vitória, que o deixaria em boa situação no equilibrado grupo 5. Bem postado defensivamente no primeiro tempo, e com
alternância de posicionamento de seus atacantes que atuam pelos flancos
(Dagoberto e Ricardo Goulart), o time azul celeste impôs seu ritmo de jogo,
porém pecou no último passe e nas finalizações. Nilton e Rodrigo Souza davam
segurança ao sistema defensivo e qualificavam a saída de bola. O Defensor só chegou com perigo no fim do primeiro tempo,
após saída de bola equivocada do Lateral esquerdo Egídio. No segundo tempo, o Defensor fez valer seu mando de campo.
Equipe leal com bom toque de bola, revelou-se fatal no contra golpe. O primeiro
gol do Defensor foi originado através de uma cobrança de falta – executada com
perfeição pelo brasileiro Felipe Gedoz. No segundo gol, uma aula de contra ataque. Bola cortada pela
defesa uruguaia. Em trama rápida, cai nos pés do camisa 10, o técnico
Arrascaeta, que deu dois balões nos adversários e serviu Felipe Gedoz. À partir daí, o Cruzeiro se lançou ao ataque
desordenadamente, mas foi em vão. O campeão brasileiro mostrou-se mais uma vez inseguro jogando fora de seus domínios.
REAL GARCILASO (PER) 1 X 2 U. DE CHILE
Vitória de virada da La U, complicou a vida do Cruzeiro. A
equipe chilena ignorou a altitude, e utilizando do veneno “bola parada” marcou
em cobrança de falta, e em escanteio pela direita. La U e Defensor somam 6
pontos e lideram o grupo 5.
FLAMENGO 2 X 2 BOLÍVAR (BOL)
Complicou! Em atuação desorganizada, rubro negro vê seu
caminho na Libertadores 2014 comprometido. O Flamengo, curiosamente, repete
a história de 2012 e vê-se obrigado a vencer fora de casa no "returno". Naquele ano, o time
da Gávea empatou por 1x1 fora com o Lanús na estréia, venceu o Emelec por 1x0
em casa, e cedeu o empate ao Olimpia – após estar vencendo por 3x0. Balanço da época:
1º turno completo e 5 pontos conquistados. No returno, uma derrota fora de casa
por 3x2 para o Olimpia, e outra derrota por 3x2 para o Emelec levaram o
Flamengo a depender de combinações de resultado na última rodada. O final dessa
história já conhecemos. Esse ano o panorama é pior. Apenas 4 pontos
conquistados. Os dois próximos adversários (Bolívar e Emelec) utilizam o fator
casa como trunfo, e a última partida reserva um embate com o time mais técnico
do grupo, o Léon (MEX). O time precisará suar muito para passar de fase.
O jogo contra o Bolívar (BOL) foi tecnicamente fraco,
truncado, com muitos erros de passe e chutões. O Time Boliviano demonstrou
fragilidade no ataque – caso fosse um time mais qualificado, o Flamengo sairia
facilmente com a derrota. Entretanto,o Bolivar utilizou a compactação das linhas como
modo de velar suas carências técnicas.
O técnico da equipe de La Paz, Xabier Azkargorta, foi inteligente ao aproveitar-se das falhas defensivas
das laterais do Flamengo. Colocou jogadores que imprimiram velocidade nos contra-ataques. João Paulo,
nulo no apoio e perdido na marcação e Paulinho (que entrou no segundo tempo,
improvisado, no lugar de Léo, machucado) foram verdadeiras avenidas para o Bolívar. Mas Paulinho - que é atacante de origem- criou muito ofensivamente, e ajudou o iluminado Everton a concluir à gol. Não faltou
correria, e sim técnica. Nesse jogo o melhor participante foi a torcida, que
mais uma vez fez sua parte, e ainda acredita na classificação.
EMELEC (EQU) 2 x 1 LEON (MEX)
Em sua jurisdição, o
time de Guayaquil bateu a equipe do León (MEX), mostrando que a vitória contra
o Bolívar (BOL) na primeira rodada não foi um fato isolado. Uma vitória
convincente, que coloca, definitivamente, o Emelec na briga direta pela vaga
para as oitavas de final da Copa Bridgestone Libertadores.
Obs: Os comentários sobre os grupos 1 (Atlético Paranaense) e 6 (Grêmio) serão postadas amanhã, após os jogos destas respectivas equipes.
Arthur Antunes





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