quinta-feira, 15 de maio de 2014

Cruzeiro reflete fraco desempenho do futebol brasileiro e fica pelo caminho.

Por Arthur Antunes

Marcelo Moreno Cruzeiro derrota (Foto: AFP)
Marcelo Moreno e a frustração do revés. (Foto: Globoesporte.com)

Eu sinceramente inicio esse texto sem ter muito o que dizer. Até porque a noite de hoje e as últimas noites de meio-de-semana falam pelo futebol brasileiro - principalmente as de Libertadores. Jogos onde percebemos que nossa arrogância nos cega. Ainda achamos nosso futebol um dos melhores: imbatível, arte, competitivo ao extremo, e sempre que perdemos consideramos uma "zebra". 

Hoje, caiu a ficha. Depois de mais de duas décadas emplacando times nas semis da Liberta, o Brasil viu sua realidade latente. Não somos os melhores! Principalmente taticamente.  O que se viu no Mineirão foi uma equipe postada e, evidentemente, jogando com um ideal bem claro: Se defender bem e tentar um gol para ampliar a vantagem. Essa foi a proposta do San Lorenzo. E a fidelidade tática resultou em classificação. Claro que o Cruzeiro fez uma partida - particularmente no primeiro tempo - abaixo das expectativas. Mas, o resultado final não foi - somente - por demérito dos mineiros, mas também pelas qualidades do time de Almagro. Façamos um exercício de reflexão:

Copa Libertadores 2014: Cruzeiro vs San Lorenzo
Não faltou determinação ao Cruzeiro. (Foto: Getty Imagens)
O time do papa não perdeu nenhum jogo em casa  - nessa edição da competição - e tomou, apenas, 1 gol no seu campoNas oitavas e nas quartas não teve, em seus domínios, sua retaguarda vazada. Defesa sólida, qualidade individual para decidir jogos e sistema tático definido. Portanto, estamos falando de uma equipe gabaritada à enfrentar de frente qualquer adversário. Só no nosso "mundinho" egocêntrico o San Lorenzo não era favorito - principalmente pelo fato de ter ganhado a primeira partida por 1x0. A equipe mineira tem bom futebol, e isso é inegável. Mas foi eliminada por uma equipe tão qualificada quanto, e isso não é motivo de vergonha.

A torcida percebeu isso e aplaudiu os jogadores ao fim da partida.

Não sobrou nenhum representante do nosso futebol. Muito pela nossa incompetência, mas também pela crescente de clubes com menos tradição no futebol sul americano. Clubes esses que se estruturaram e, mesmo com menor aporte financeiro, hoje colhem os frutos. E nós ficamos alheios à essa crescente, menosprezando-os e o castigo veio à cavalo.

100% das equipes  do nosso país eliminadas e na boca permanece um gosto amargo da frustração conjunta de equipes que poderiam ir mais longe.

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