sábado, 24 de maio de 2014

REVIRAVOLTA: Após mais de uma década, Real vence Atlético de virada e conquista "Lá Décima"

O capitão Casillas conquista sua terceira Champions (Foto: GettyImages)

Diferença. Essa palavra é a marca principal do confronto entre os times de Madri. 
De um lado, uma equipe milionária, galática, cheia de talentos individuais e 9 vezes campeã da Europa. Do outro, uma equipe com orçamento mais reduzido, elenco sem "craques" e nenhum título da Champions. Duelo de díspares.

A partida prometia ser muito equilibrada, e foi. Diego Costa, o grande jogador dos Conchoneros, foi escalado como titular. Todos sabiam que Diego não apresentava plenas condições de jogo. Cristiano Ronaldo também não estava 100% fisicamente. O 1x1 do tempo normal foi construído em duas bolas paradas. As duas equipes mostraram muita vontade, mas pouca inspiração.

PRIMEIRA ETAPA

Aos 9' do 1º tempo, Diego Costa não resistiu. Foi substituído por Ádrian Lopez. (Foto: Uefa.com)

Jogo disputado. (Foto Uefa.com)
(Foto Uefa.com)


De um lado o melhor ataque da competição, do outro a melhor defesa. A seguinte pergunta toma conta do meu cérebro: “a melhor defesa é o ataque ou o melhor ataque é a defesa?” A final da Champions League, com certeza, ajudou a respondê-la. O Real Madrid contava com o melhor jogador do mundo, já o Atlético tinha em seu banco de reservas um treinador que costuma fazer milagres. Mas, não hoje.

O primeiro tempo da final foi de muita marcação e pouquíssimas oportunidades de ambos os lados – com ligeira superioridade para o lado do Real. A etapa inicial teve pouquíssimas finalizações. Aos 26' Dí Maria fez grande jogada, sofreu falta e deixou nos pés de CR7 a primeira chance de abrir o placar. O melhor jogador do mundo chutou fraco, no meio do gol, para a defesa tranquila de Courtois. Aos 31', mais uma oportunidade do Real abrir o placar. O Real criava pouco e insistia nos cruzamentos longos e lançamentos não mal sucedidos. Bale aproveitou a falha de Tiago, invadiu a área e chutou para fora. Cinco minutos depois, o pior castigo se consumou. Escanteio para o Atlético, Casillas saiu muito mal do gol, Godín aproveitou bem o erro do goleiro e mandou a bola para o fundo das redes. Festa vermelha e branca em Lisboa. Fim da primeira etapa, Atlético 1 a 0 Real, e promessa de grande jogo no segundo tempo.

Gol de Godin, em falha de Iker Casillas. (Foto Uefa.com)

Jogadores do Atlético comemoram o gol. (Foto Uefa.com)
SEGUNDA ETAPA

O Segundo tempo começou e o Atlético continuava em seu estilo. Marcação muito forte, comprometimento coletivo e raça. O time de Simeone transbordava vontade e garra. O Real Madrid incorria nos mesmos erros da primeira etapa. Com um meio campo pouco criativo, nada de novo acontecia. Di Maria - o melhor jogador merengue até então - tentava jogadas individuais, mas era desarmado pelo bem postado sistema defensivo do Atleti. Nada mudava, até que Ancelotti tirou o discreto Fábio Coentrão e Khedira, e colocou Marcelo e Isco. O Real foi com tudo. Insistiu, insistiu, insistiu... e aos 48', a partida que parecia decidida teve uma reviravolta: Sergio Ramos sobe mais que a fortíssima zaga, e testa com força, no canto. Inapelável. Courtois nada pôde fazer. 

3 atos do gol de Sergio Ramos. (Foto: GettyImages)

O time de Simeone, estenuado, continuou na mesma proposta. Se defender bem, tentando uma bola para "matar" o jogo. Não matou. Foi morto.  O primeiro tempo da prorrogação foi morno. Nenhuma das duas equipes estavam dispostas a sofrer riscos. Mas, no segundo tempo, não havia mais como segurar o ímpeto. O Real, sedento pela conquista da "La Décima", mostrou suas credenciais. Bale - de cabeça - fez jus (pela primeira vez no jogo) aos 100 milhões de Euros que foram investidos nele. O jogador que havia perdido inúmeras chances no jogo, se redimiu e virou o jogo.


Bale vira o jogo. (Foto: GettyImages)
 Marcelo e Cristiano Ronaldo (de pênalti) fecharam o "caixão" e sepultaram o sonho da conquista inédita do Atlético. Em Madri, festa na praça Cibele, tristeza na praça Neptuno.

Marcelo e Ronaldo fecharam o placar. (GettyImages)

Enfim, uma década de investimentos milionários deram resultado. Para a felicidade de Florentino Pérez, os merengues voltaram ao topo da Europa jogando um futebol ofensivo e técnico.


Merengues esbanjam felicidade em Lisboa. (Foto: GettyImages)


Veja os lances da partida:







*Colaborou Rodrigo Machado


Nenhum comentário:

Postar um comentário