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| O capitão Casillas conquista sua terceira Champions (Foto: GettyImages) |
Diferença. Essa palavra é a marca principal do confronto entre os times de Madri.
De um lado, uma equipe milionária, galática, cheia de talentos individuais e 9 vezes campeã da Europa. Do outro, uma equipe com orçamento mais reduzido, elenco sem "craques" e nenhum título da Champions. Duelo de díspares.
A partida prometia ser muito equilibrada, e foi. Diego Costa, o grande jogador dos Conchoneros, foi escalado como titular. Todos sabiam que Diego não apresentava plenas condições de jogo. Cristiano Ronaldo também não estava 100% fisicamente. O 1x1 do tempo normal foi construído em duas bolas paradas. As duas equipes mostraram muita vontade, mas pouca inspiração.
PRIMEIRA ETAPA
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| Aos 9' do 1º tempo, Diego Costa não resistiu. Foi substituído por Ádrian Lopez. (Foto: Uefa.com) |
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| Jogo disputado. (Foto Uefa.com) |
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| (Foto Uefa.com) |
De um lado o melhor ataque da competição, do outro a melhor defesa. A seguinte pergunta toma conta do meu cérebro: “a melhor defesa é o ataque ou o melhor ataque é a defesa?” A final da Champions League, com certeza, ajudou a respondê-la. O Real Madrid contava com o melhor jogador do mundo, já o Atlético tinha em seu banco de reservas um treinador que costuma fazer milagres. Mas, não hoje.
O primeiro tempo da final foi de muita marcação e pouquíssimas oportunidades de ambos os lados – com ligeira superioridade para o lado do Real. A etapa inicial teve pouquíssimas finalizações. Aos 26' Dí Maria fez grande jogada, sofreu falta e deixou nos pés de CR7 a primeira chance de abrir o placar. O melhor jogador do mundo chutou fraco, no meio do gol, para a defesa tranquila de Courtois. Aos 31', mais uma oportunidade do Real abrir o placar. O Real criava pouco e insistia nos cruzamentos longos e lançamentos não mal sucedidos. Bale aproveitou a falha de Tiago, invadiu a área e chutou para fora. Cinco minutos depois, o pior castigo se consumou. Escanteio para o Atlético, Casillas saiu muito mal do gol, Godín aproveitou bem o erro do goleiro e mandou a bola para o fundo das redes. Festa vermelha e branca em Lisboa. Fim da primeira etapa, Atlético 1 a 0 Real, e promessa de grande jogo no segundo tempo.
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| Gol de Godin, em falha de Iker Casillas. (Foto Uefa.com) |
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| Jogadores do Atlético comemoram o gol. (Foto Uefa.com) |
O Segundo tempo começou e o Atlético continuava em seu estilo. Marcação muito forte, comprometimento coletivo e raça. O time de Simeone transbordava vontade e garra. O Real Madrid incorria nos mesmos erros da primeira etapa. Com um meio campo pouco criativo, nada de novo acontecia. Di Maria - o melhor jogador merengue até então - tentava jogadas individuais, mas era desarmado pelo bem postado sistema defensivo do Atleti. Nada mudava, até que Ancelotti tirou o discreto Fábio Coentrão e Khedira, e colocou Marcelo e Isco. O Real foi com tudo. Insistiu, insistiu, insistiu... e aos 48', a partida que parecia decidida teve uma reviravolta: Sergio Ramos sobe mais que a fortíssima zaga, e testa com força, no canto. Inapelável. Courtois nada pôde fazer.
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| 3 atos do gol de Sergio Ramos. (Foto: GettyImages) |
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| Bale vira o jogo. (Foto: GettyImages) |
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| Marcelo e Ronaldo fecharam o placar. (GettyImages) |
Enfim, uma década de investimentos milionários deram resultado. Para a felicidade de Florentino Pérez, os merengues voltaram ao topo da Europa jogando um futebol ofensivo e técnico.
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| Merengues esbanjam felicidade em Lisboa. (Foto: GettyImages) |
Veja os lances da partida:
*Colaborou Rodrigo Machado










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