sábado, 14 de junho de 2014

Azzurra fria e calculista


(Foto: Fifa.com)

Existem algumas coisas que têm o poder mitológico de ressurgirem das cinzas. Assim como a fênix, uma das 32 seleções da Copa carrega este estigma. Quando derrotada, despedaçada, estraçalhada ganha forças incomuns e retoma os altos voos. Essa é a Itália.

Eliminada na última Copa com uma campanha deplorável, a equipe da península itálica se renovou, mudou sua tradicional filosofia defensiva e foi incansável no jogo de hoje. Futebol digno de uma tetracampeã mundial. Deixo claro que nem tudo foram flores. Até porque a equipe adversária demonstrou qualidades e proporcionou um belo espetáculo àqueles que compareceram à Arena Amazônia. O atacante da “terra da rainha”, Sturidge, fez bela partida, alternando jogadas no lado de campo e dribles. Rooney passou novamente em branco – 9 partidas em mundiais e 0 gols -, mas apresentou bom desempenho, buscando servir seus companheiros e finalizar.

(Foto: Fifa.com)

Sobre a Itália podemos destacar a maestria de Pirlo. O meio campista de 35 anos se equipara a um bom vinho: Quanto mais amadurecido, melhor. Toda a genialidade desse craque ficou impressa em um corta luz, no lance do lindo gol de Candreva – em chute forte de fora da área. Balotelli é decisivo. Muitas vezes, quase não é notado. Mas, quando notado, aparece para definir.

A partida foi alucinante, digna de duas campeões mundiais. O nível técnico foi alto. Méritos para a Itália que soube controlar a partida quando estava vencendo por 2x1. Jogou com inteligência, valorizando cada bola e cadenciando o jogo. A velocidade do English team foi um aspecto positivo da renovação do esquadrão inglês.

Inglaterra comemora gol de Sturidge (Foto: Fifa.com)

Cabe à Itália – que não era considerada favorita ao título antes da bola rolar -, manter o ímpeto e inteligência evidenciados nessa partida e como a fênix, ousar voos mais altos.





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