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| Hummels comemora o seu gol (Foto: Fifa.com) |
Quem esperava um jogo equilibrado, com belas jogadas de Cristiano Ronaldo, se decepcionou. O que se viu foi uma partida onde a superioridade técnica de um conjunto prevaleceu frente ao time do melhor do mundo.
Joachin Low montou sua defesa com 4 zagueiros, em linha, visando dobrar a marcação sobre Cristiano Ronaldo. Com isso, Lahm era o homem de ligação entre a defesa e o meio de campo e distribuiu passes para os meias de muita movimentação.
Portugal começou ligado, marcando a saída de bola alemã, e deu certo. Nos primeiros 10 minutos de partida, Neuer foi obrigado a fazer duas defesas. Uma delas em chute cruzado após jogada individual do gajo Ronaldo. Mas, após penalti sofrido por Gotze, Muller cobrou com segurança e fez seu primeiro gol na partida.
Portugal tentava equilibrar as ações. Nani recebeu boa bola e chutou com o peito do pé, com efeito. O bonito chute saiu por cima. Então, o time da nossa pátria colonizadora sofreu a primeira baixa. Uma distensão muscular tirou Hugo Almeida de campo. Logo após, em bom cruzamento proveniente de um escanteio, Hummels subiu mais que a defesa adversária e ampliou a vantagem alemã.
Portugal já demonstrava sinais de abatimento, quando Pepe deixou o cotovelo, discutiu asperamente com Muller e foi expulso. A partir daí, a Alemanha foi soberana. Com muita experiência e paciência os alemães tomaram conta da partida e sem maiores dificuldades controlaram a partida. Tomas Muller ainda faria mais dois gols, para alegria da premier alemã Angela Merkel.
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| Pepe é expulso por lance infantil (Foto: Fifa.com) |
Ficou evidenciada nessa partida a metamorfose tática que Guardiola impregnou no futebol alemão. O time germânico - que jogava de forma vertical e veloz - agregou às suas características o toque de bola paciente mas, ao contrário do estilo espanhol, uma posse de bola objetivando o gol. A evolução do tik-taka barcelonista fez com que a Alemanha controlasse o jogo - no forte calor de Salvador - e chegasse com a verticalidade que lhe é usual somente quando era preciso. Sendo assim, poupou suas forças e fez da sua partida mais importante da primeira fase, um verdadeiro treino.
Uma equipe forte não é feita por um jogador, somente. Os germânicos mostraram que o poder do coletivo de qualidade se sobressai ao individualismo fora de série. Nossos "descobridores" infelizmente nada puderam fazer. 514 anos após terem chegado à Bahia, e terem avistado nossa linda terra, retornaram à "boa terra" e passaram de catequizadores à catequizados por um futebol pleno e de muita qualidade.
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| Cristiano Ronaldo não rendeu o esperado (Foto: Fifa.com) |






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