quinta-feira, 12 de junho de 2014

NA RAÇA. Brasil: Com Oscar e Neymar inspiradíssimos, Brasil vence Croácia.


Neymar chamou a responsabilidade e decidiu (Foto: Fifa.com)
Apreensão. Foram 7 anos de espera. Esse foi o tempo percorrido entre o anúncio do Brasil como país sede até a estréia em São Paulo. Na verdade, a apreensão e ansiedade duraram 64 anos. O povo brasileiro busca a redenção da frustração causada por uma dolorosa derrota, naquele fatídico ano de 1950, no estádio construído às pressas e inaugurado ainda inacabado. Coincidências que persistem até os dias de hoje. Nessa tarde, fomos coroados com um belo jogo de futebol. Futebol na essência. Nuances que começam a escrever uma história que conta com tudo para ter um final feliz. Mas, se assim não acontecer, tudo bem. Faz parte do jogo.

Toda a efervescência política dos movimentos de democratização não cessou, mas, momentaneamente, as atenções do mundo foram voltadas à Itaquera. Naquele momento éramos 200 milhões apoiando os 11 comandados de Scolari. A partida foi uma personificação do povo brasileiro, que todos os dias sofre inúmeros baques, se reergue, luta e consegue se superar. Para a felicidade geral da nação, O Brasil venceu.

Preparativos para a partida aguardada há 7 anos.
Cerimônia de abertura deixou muito a desejar. (Foto: Fifa.com)

Quando o apito inicial soou, iniciou-se, enfim, a Copa do Mundo de 2014. Os primeiros minutos foram de estudo. A Croácia se fechou e buscava um contra ataque, na tentativa de marcar um gol. E assim o fez. Em cruzamento da esquerda do ataque croata, Jelavic desviou e Marcelo fez contra. O Brasil já havia tomado um susto, em cabeçada que passou próximo à meta de Júlio César. A seleção canarinho começou a trabalhar melhor a bola, fechar os espaços. Neymar, incansavelmente buscava jogo e alternava o posicionamento com Oscar, a fim de encontrar espaços na retaguarda do adversário. 

Marcelo fez contra. (Foto: Fifa.com)
 Croatas comemoram o primeiro gol da Copa 2014. (Foto: Fifa.com)
E foi em jogada brigada, que a bola sobrou pra Neymar que carregou a bola e bateu mascado. Bola no canto, sem chance para Pletikosa. O Brasil se soltou. Foi pra cima. Teve algumas boas chances em jogadas pelo lado direito, que produzia mais ofensivamente com as caídas de Oscar e Neymar. No fim do primeiro tempo, nossa seleção havia controlado o ímpeto croata e tomado as rédeas do jogo. As bolas aéreas foram, demasiadamente, cruzadas e não encontraram Fred, pouco acionado.


Gol de empate (Foto: Fifa.com)
No segundo tempo, a seleção continuou bem na partida, mas com dificuldade no último passe para Fred. Quando a bola chegou, um lance capital: Pênalti mal marcado para o Brasil. Reclamação dos croatas – com razão. Neymar foi para a bola e bateu mal a cobrança. Pletikosa quase defendeu, mas a bola escorreu pelas mãos morrendo no fundo das redes.

Fred se joga e árbitro marca. (Foto: Fifa.com)
Croatas reclamam da marcação de pênalti. (Foto: Fifa.com)

Pletikosa quase defendeu a cobrança mal executada por Neymar (Foto: Fifa.com)
A afirmação do craque. (Foto: Fifa.com)

(Foto: Fifa.com)
(Foto: Fifa.com)


A Croácia não se abateu. A transição defensiva e o trabalho de bola no meio de campo eram qualificados pelos meias Modric e Raktic. Em chute de fora da área, Modric fez o contestado Júlio César trabalhar.




Com a entrada de Hernanes, Ramires e Bernard, o Brasil ganhou mobilidade e começou a explorar os espaços dados pela defesa croata. Em um desses espaços, Ramires dividiu a bola no meio campo, que sobrou para Oscar. No mano a mano, o meia evoluiu em direção ao gol e, próximo à meia lua da grande área, chutou – de biquinho – e colocou a Brazuca no cantinho. A torcida se comportou de forma correta ao apoiar a seleção em todos os momentos. Houve sim, um grito de “olé” inoportuno, enquanto o Brasil vencia por 2x1. 

Oscar foi imprescindível para a vitória (Foto: Fifa.com)

Bola fora: Com veemência, os presentes na Arena Corinthians xingaram Dilma. Simplesmente lamentável para um país que almeja o fim da intolerância. Sem mais comentários.

Neymar foi esplêndido. Maduro, chamou o jogo como há muito não víamos em um camisa 10 da canarinho, em Copas. Oscar foi maestro. Atuação que demonstrou toda a potencialidade de um jogador em extinção no futebol internacional: Menos força física, mais inteligência. Luis Gustavo mostrou seriedade e segurança que cativaram Felipão na Copa das Confederações. David Luiz foi soberano na defesa e jogou com a raça que já é usual. Resta a Felipão resolver o problema tático do isolamento de Fred.

Veja as estatísticas:


3 pontos na conta, e o alívio. Assim como em 2002, um erro de arbitragem – mais precisamente, uma marcação indevida de pênalti – mudou o rumo da partida. O Brasil foi melhor, dominou as ações ofensivas, mas a Croácia demonstrou bom padrão de jogo e confirmou-se como a segunda força do grupo. Que venha o México!


(Foto: Fifa.com)

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