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| A cada jogo o Botafogo vai ficando com a cara de Mancini / Foto: Victor Silva - Flickr Botafogo |
Com a parada do Campeonato Brasileiro para a Copa do Mundo
todos os clubes começam a se coçar para reforçar os elencos e tentar sofrer o
mínimo possível com a janela européia. Apesar de nos últimos anos termos
repatriados e trazidos alguns jogadores de nome como Seedorf, Fórlan, Pato,
Ronaldinho Gaúcho e Deco, a verdade é que eles só vieram por não possuírem
mercado na Europa. Assim, é possível ver e apontar, de acordo com as nove
primeiras rodadas, o que cada time fez e precisa melhorar.
No caso do Glorioso, vamos começar pelo padrão de jogo. Após um começo muito ruim, com
4 derrotas, 3 empates e apenas 2 vitórias, o Botafogo encontrou, enfim, um
padrão de jogo. O Técnico Vagner Mancini começou seu trabalho com o esquema herdado por Hungaro na Libertadores, o 4-2-3-1. No entanto, com duas
rodadas já sentiu que não ia dar certo com as peças disponíveis. Lodeiro estava
jogando bem abaixo da média e El Tanque, pouco participativo, fazia do time
refém de bolas aéreas.
Com a chegada de Sheik e C.Alberto, a regularização de
Zeballos e as substituição por contusões de Marcelo Mattos e El Tanque, o time
ganhou nova cara e mudou para um 4-3-1-2. Bolatti, Airton e Gabriel formam a
trinca de volantes responsáveis pela saída de bola e a marcação mais pesada, dando ao trio ofensivo total liberdade de movimentação. Mancini, também promoveu
a passagem de Edilson para o meio em algumas eventualidades, assim podendo variar ainda mais o time.
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| Edilson, tanto no meio como na lateral municia o ataque alvinegro / Foto: Victor Silva - Flickr Botafogo |
Julio César cometeu erros de marcação importante, como no
jogo contra a União Espanhola, pela Libertadores - cometendo pênalti infantil - ou nas derrotas para São Paulo e o empate contra o Inter, onde as jogadas dos gols adversário ocorreram pelo lado esquerdo. Com
Junior César o time ganhou mais estabilidade na marcação. O revezamento ente
Lucas e Edilson na lateral ajuda a aumentar a competitividade desses jogadores.
REFORÇOS
O Botafogo tem um bom time, mas um elenco irregular. No gol existe
segurança. Na ausência de Jefferson, camisa 1 da seleção, Rennan e Helton Leite
dão conta do recado. Na zaga o alvinegro precisa de mais um zagueiro que possa
brigar por titularidade. Se Dória realmente sair para Europa, essa necessidade
torna-se ainda maior. As laterais estão bem servidas, apesar das deficiências
de marcação do reserva pelo lado esquerdo.
No meio mora a primeira dor de cabeça. Para a posição de
Volante e/ou Cabeça de Área o time possui boas peças. Titulares e reserva se
equiparam. A parte de criação é o problema. C.Alberto chegou para arrumar a
casa, mas o campeonato é longo e o temperamento do camisa 19 é imprevisível.
Jorge Wagner não está na sua melhor fase e as opções da base, apesar de boas,
carecem de experiência e regularidade. Precisa sim de outro meia de criação
para dividir as responsabilidades com C.Alberto.
O ataque é o que sofre mais. Com o desmantelamento do setor,
que teve boa produtividade no ano passado com Elias, Rafael Marques, Vitinho,
Seedorf e Lodeiro, o clube ainda não conseguiu se recuperar. Sheik e Zeballos
não tem substitutos. El Tanque e Sasá não dão conta. Wallyson, que teve um bom
começo de temporada, não lembra nem de longe aquele jogador que deu esperanças
a equipe na pré-Libertadores. É nesse setor que o Glorioso precisa investir.
São poucas peças que o alvinegro carece. Porém, não para
compor elenco e sim com status de titular. Se a diretoria conseguir fazer desse
bom time um bom elenco, o Botafogo pode sonhar com algo nesse Campeonato. Se
não, os torcedores podem preparar o coração na luta contra segunda divisão



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