domingo, 30 de março de 2014

Massacre do líder Liverpool, Mourinho desiste do título e Arsenal pressionado.

Mas que belo campeonato! A cada rodada fica mais emocionante e parece que só teremos um campeão na última rodada. Manchester City foi até Londres enfrentar o Arsenal e voltou com um empate, o Chelsea enfrentou o Crystal Palace, fora de casa, e perdeu mais uma. O Liverpool venceu o Tottenham no Anfield e agora lidera o campeonato. Vamos aos jogos!

Arsenal 1 x 1 Manchester City
Flamini comemorou muito o gol de empate. Gunners focam na FA Cup, mas cautelosos com o Everton. (Foto BBC)
O time visitante começou pressionando, mas sem chances reais de gol. Na primeira oportunidade, David Silva arrancou da ponta para o meio e serviu Dzeko, que finalizou na trave, na volta, o próprio David Silva empurrou pra dentro e abriu o placar no Emirates. O jogo seguiu assim até o início do segundo tempo. O City diminuiu a pressão e acabou tomando o gol. Podolski recebeu na esquerda e cruzou a meia altura pra Flamini pegar de primeira e empatar o jogo. Com o resultado, o City perdeu a chance de liderar o campeonato, mas depende somente de si para ser campeão, já que possui 2 jogos a menos. Os Gunners agora se concentram na FA Cup, mas precisam abrir o olho, pois o Everton vem forte na 5ª posição, com 60 pontos e um jogo a menos, querendo uma vaga para a tão sonhada Champions League.

Crystal Palace 1 x 0 Chelsea
Mou admite fracasso e desiste do título. Foco total na Champions League. (Foto Reuters)
O líder Chelsea tropeçou fora de casa e isso pode ter custado o título. Mourinho já admitiu que os Blues não chegarão em primeiro lugar. "Faltam seis jogos para nós e os outros têm mais jogos para fazer. Sei que é possível matematicamente, mas uma coisa é a matemática e outra é a realidade. Não somos candidatos ao título", declarou o treinador. O Chelsea teve uma boa chance aos 17', mas parou aí, e se viu dominado pelo time da casa - que usou muito bem as laterais - e conseguiu o gol aos 7' do segundo tempo, após cruzamento na primeira trave, a bola pegou em Terry e matou Peter Cech. O Chelsea tentou de todas as formas empatar a partida mas parou no goleirão. Chelsea tem 69 pontos e fica em segundo lugar, atrás do Liverpool com 71. Mourinho agora deve focar na Champions League, onde enfrenta o PSG pelas quartas de final.

Liverpool 4 x 0 Tottenham
Massacre em Anfiled! Liverpool assumiu a ponta depois de golear o Tottenham. (Foto Premier League)
Quem agradeceu todos esses resultados foi o Liverpool. Mal o jogo começou e o time da casa já abriu o placar logo aos 2 minutos. Johnson recebeu livre na ponta e cruzou rasteiro, Kaboul foi cortar mas acabou marcando contra. A partir daí, o Liverpool adiantou suas linhas e passou a marcar a saída de bola do Tottenham, dificultando a troca de passes do adversário. Aos 21', Vertonghen saiu machucado para a entrada de Dawson. Logo em seguida, o zagueiro deu na fogueira pra Kaboul, que perdeu pra Suarez, o uruguaio invadiu a área e bateu cruzado pra fazer mais um. 29º gol de Suarez e artilharia isolada. O time da casa continuou pressionando e sendo dono do jogo, mas somente aos 9' do segundo tempo que se consolidou a goleada: Coutinho recebeu de Flanagan, arrancou pelo meio e bateu colocado no canto, da entrada da área, sem chances para Lloris - que apesar do placar foi o melhor em campo, operando milagres e evitando um vexame maior. Por fim, Henderson bateu falta pra dentro da área, a bola passou por todo mundo e foi morrer no fundo das redes, fechando o caixão do Tottenham, que agora é o 6º colocado, com 56 pontos. O Liverpool é líder com 71 pontos e um jogo a menos. No dia 12 de abril, recebe o Manchester City em Anfield, esse pode ser o jogo do título de um dos dois.

quinta-feira, 27 de março de 2014

LigaBBVA - Atlético de Madrid líder, Real tropeça e brilho de Neymar

Que campeonato maluco! Quem diria que depois de 19 rodadas de invencibilidade o Barcelona iria cair para 2º lugar. Quem diria que, após a ótima recuperação do Real Madrid e a conquista da primeira posição, o time merengue tropeçaria 2 vezes e iria parar na 3ª colocação. Ou pior, quem diria que o campeonato espanhol - Real Madrid e Barcelona + 18 - seria liderado pelo Atlético de Madrid, e com chances reais de título dos colchoneros.
Eu já disse anteriormente que o time de Simeone possui uma forma de jogar impressionante. Pressão na saída de bola, rápida recomposição, passes precisos... mal comparando um Barça nos tempos de Pep. Os números do Atlético são impressionantes, são apenas 3 derrotas - Almeria, Osasuna e Bétis. Contra os adversários diretos, uma vitória e um empate contra o Real Madrid; contra o Barça apenas o empate do primeiro turno (o jogo do segundo será na última rodada, podendo ser uma verdadeira final). Ontem, os jogos das 3 equipes bagunçaram ainda mais o campeonato, vamos aos resultados:

Barcelona 3 x 0 Celta de Vigo
Neymar comemora o segundo gol. Brasileiro brilhou na partida contra o Celta. (Foto AP)
Não diria que foi um jogo pra "calar a boca dos críticos e céticos quanto ao futebol de Neymar", mas o brasileiro teve atuação decisiva, com 2 gols, Messi completou o placar. A partida começou bem movimentada, o Barcelona logo abriu o placar com Messi, mas o argentino estava impedido. Dois minutos depois, o baixinho botou ótima bola pra Alexis, que tocou de lado para Neymar, sem goleiro, abrir o placar. O Barça continuava atacando e dominando o jogo, entretanto, a notícia ruim veio na defesa. Após cobrança de falta, Victor Valdes defendeu em dois tempos, na queda o goleiro pisou de mal jeito e rompeu os ligamentos do joelho direito. Baixa de, no mínimo, 6 meses. O reserva, Pinto, o substituiu e deu conta do recado (fez 2 defesas impressionantes, no mesmo lance). Na frente, Iniesta e Messi continuavam dando show. O espanhol deu um passe espetacular, pelo meio da bagunçada zaga do Celta, o argentino deu um toque para driblar o goleiro e outro para empurrar a bola pra dentro. Neymar ainda faria mais um no primeiro tempo, mas em posição irregular. O segundo tempo começou com o Celta tentando complicar o time catalão, mas depois de um belo lançamento de Alexis, Neymar invadiu a área e bateu no meio de dois marcadores para fechar o placar. O time chegou aos 72 pontos e assumiu a vice liderança. Na próxima rodada, o time catalão faz o clássico local contra o Espanyol.

Sevilla 2 x 1 Real Madrid
Bacca, autor de 2 gols, virou a partida para os donos da casa. Real agora é o terceiro colocado. (Foto Eurosport)
O time merengue começou com tudo pra cima do Sevilla, com 10 minutos do primeiro tempo, Bale e Benzema (2 vezes) passaram perto de abrir o placar. Gol mesmo só aos 14 minutos, após cobrança de falta de Cristiano Ronaldo, a bola desviou na defesa e matou o goleiro Beto. Apenas 4 minutos depois, Reyes (aquele mesmo) passou a bola, que desviou em Modric, e foi parar em Racca, finalizar de primeira e empatar a partida. O Sevilla continuou pressionando, mas foi o Real que quase ampliou: Ronaldo chutou na saída do goleiro, mas a bola pegou na trave. Pior para os merengues, que viram o Sevilla virar a partida. Aos 27 do segundo tempo, Raktic deu um chapéu em Pepe e passou para Bacca finalizar na saída de Diego López. O Real continuou tentando empatar a partida, mas viu o Sevilla se fechar e parar o jogo constantemente com muitas faltas. No final, o time da casa saiu com a vitória e empurrou os merengues para a 3ª colocação. Na próxima rodada, o Real recebe o Rayo Vallencano.

Atlético de Madrid 1 x 0 Granada
Diego Costa, sempre ele! 25 gols na LigaBBVA e liderança para os Colchoneros. (Foto Sportking)
Os colchoneros fizeram uma partida mais tranquila, sem sustos. Abriram o placar aos 37 do primeiro tempo, mas o árbitro entendeu que houve falta de Godín em Angulo, e anulou o gol de Tiago. Mas nada que fosse prejudicar o time da casa, que voltou com tudo no segundo tempo. Tanto que logo aos 18 minutos, Diego Costa apareceu livre, após cobrança de escanteio, para marcar o 25º gol dele na liga, o 100º do Atlético na temporada - marca que o clube não alcançava há 17 anos. Com o gol do atacante, o Atlético de Madrid assumiu a liderança isolada, com um ponto de diferença pro vice líder Barçelona e 2 pro arqui rival, Real Madrid. Na próxima rodada, os colchoneros tem uma difícil partida contra o Athletic Bilbao, no país basco.

A força dos “cucarachos”



Para alguns cronistas e comentaristas, o alto investimento dos clubes brasileiros os credencia a ocuparem o cargo de favoritos ao título da Libertadores. Para outros, a sequência de títulos das equipes brasileiras – (Inter 2010/ Santos 2011/ Corinthians 2012/ Atlético Mineiro 2013) eleva o país ao status de “Bicho papão”. Mas, quando a bola rola em competição sul americana, tudo pode acontecer.

Clubes de menor investimento utilizam do fator casa para se colocarem em condições de igualdade. A questão da disparidade entre as folhas salarias dos clubes do Brasil, em relação aos outros clubes do Mercosul é simples: O real está valorizado, o Brasil é o país - economicamente – mais forte da América do Sul, e – por conta disso – os valores dos salários estão inflacionados. Qualquer jogador mediano em nosso país tem vencimentos que não refletem sua qualidade técnica. Por isso, em nada me surpreende, o fato da folha salarial do excelente Newell’s Old Boys (“apenas” 1 milhão de reais por mês) ser inferior à do tradicional clube brasileiro... Criciúma (1 milhão e 200 mil reais por mês).

Pegando carona nesse pensamento, e contrariando a lógica financeira, os melhores clubes da atual edição da libertadores não são os brasileiros e sim os mexicanos.

Representados por Monarcas Morelia (Já eliminado), León (grupo 7) e Santos Laguna (grupo 8), os times mexicanos surpreendem pelo futebol apresentado. Ofensividade, movimentação, velocidade, ousadia e um pouco de “irresponsabilidade”, são características destas equipes.

O Monarcas (eliminado para o Santa Fé no playoff preliminar), em casa, dominou o time colombiano. Abriu 2x0 no placar, pôde aumentar a vantagem, mas sofreu gol em cobrança de falta. Então, o Santa Fé, necessitava de uma vitória simples para se classificar, e assim o fez. Entretanto, o panorama do confronto mostrou um Monarcas corajoso, ofensivo e envolvente. Seus descuidos defensivos o tiraram da competição. O time conta com o bom ex jogador do Tijuana, Reascos. (Bateu o pênalti defendido por Victor – Atl. MG - nas quartas-de-final da Liberta de 2013)


Monarcas apresentou bom futebol, mas foi eliminado pela regra dos gols fora


O León tem em sua defesa o consagrado zagueiro, Rafa Marques (Ex Barcelona e New York Red Bull) o que não, necessariamente, lhe garante segurança na defesa, pois – apesar da presença do experiente zagueiro -, o sistema defensivo é frágil. Assim como o Monarcas, é um time altamente ofensivo, que não abdica do ataque, e por muitas vezes se expõe excessivamente. Penã e Boseli sempre se aproximam, e mostram faro de gol. Seu técnico, Gustavo Matosas, é arrojado, faz substituições inusitadas, visando sempre o futebol de ataque.


Boseli é o homem gol da equipe do León


Santos Laguna, é o time sensação desta edição da Libertadores. Contando com um poderoso ataque, com jogadores selecionáveis, a equipe de Torreón surge como forte candidata à primeira classificação geral. Peralta, Quintero e Renteria perturbam a defesa adversária, em trocas de posição e movimentação contínua. Mesmo atrás no marcador, a equipe não demonstra abatimento, e vai pra cima.



Santos Laguna é o time sensação da Copa Libertadores

Em um tempo onde esquemas táticos defensivos, pragmatismo tático europeu, 2 linhas, compactação, recomposição, atacantes marcando laterais, e esquemas que são mais falados que a qualidade técnica dos jogadores (quantas vezes nos deparamos com comentaristas dizendo que jogador x, ou y é importante taticamente), é lindo - para os amantes de futebol - vermos que em algum lugar, ainda existe o futebol puro: aquele que visa o gol.

Os “cucarachos” mexicanos podem até não chegar longe nessa libertadores, mas, inegavelmente, são os que mostram futebol de melhor qualidade. De peito aberto, avante ao ataque: É a pimenta mexicana temperando um insosso e previsível futebol sul americano.

terça-feira, 25 de março de 2014

PREMIER LEAGUE - City atropela United e Arsenal empata e se complica

Na terça feira começou a 29ª rodada, que estava em atraso. Em Manchester, o United perdeu por 2x0 para o City, em pleno Old Trafford. No Emirates, o Arsenal empatou e viu o título mais longe. Vamos aos jogos:

Manchester United 0 x 3 Manchester City
Citzens comemoram mais uma vitória e a vice liderança. (Foto Premier League)
O jogo começou alucinante, antes de terminar o primeiro minuto, Dzeko já tinha aberto o placar. O City fez uma blitz na frente da área do United, que não conseguiu sair, Nasri finalizou na trave e, no rebote, Dzeko empurrou pra dentro. A partir daí os citzens se soltaram e pareciam estar no Etihad. Troca de passes precisa, sem se expor, domínio total do meio campo com Yaya Toure e David Silva. O United só foi equilibrar as ações lá pros 30 minutos, mesmo assim, o primeiro tempo terminou em vantagem para os visitantes. O segundo tempo começou com os donos da casa melhor, mas parando na muralha Hart. Até que aos 10 minutos, Dzeko se antecipou da marcação de Ferdinand e completou o escanteio, 2x0 e segundo gol dele - o 7º em 8 partidas contra o United. O jogo voltou ao equilíbrio, sem muitas chances de gols. Entretanto, nos acréscimos, Yaya Toure fez mais um e fechou o caixão do United. O City agora chega aos 66 pontos e é vice líder, ainda com 2 jogos a menos que Chelsea. O United segue em 7º colocado, brigando pela Europa League.

Arsenal 2 x 2 Swansea
Wilfried Bony subiu para abrir o placar para o Swansea. Gunners se complicam na corrida pelo título. (Foto AP)
O Arsenal sofreu dentro dos seus terrenos e saiu apenas com um empate. Os Gunners tomaram o primeiro gol no primeiro tempo com Bony, mesmo dominando a partida. O empate só veio no segundo tempo, após boa jogada de Gibbs, Podolski marcou. E a virada veio em seguida, Giroud empurrou para as redes. O que parecia ser uma vitória incrível acabou se tornando um pesadelo. Após confusão na área, 'tabelinha' da defesa e gol contra de Flamini. O jogo seguiu eletrizante, com 4 minutos de acréscimos. Entretanto, o juiz acabou a partida com o Swansea num contra ataque certeiro, somente atacante e goleiro na bola. O time inteiro partiu pra cima do juizão, que não se abalou. O Arsenal dá adeus à corrida pelo título, permanece na 4ª posição com 63 pontos. O Swansea figura a 15ª posição, com 30 pontos. Agora os Gunners se concentram na FA Cup, que é uma chance real de título esse ano.

BUNDESLIGA - Bayern de Munique campeão invicto

Um time que já era forte, campeão da Uefa Champions League, da Bundesliga, da Copa da Alemanha e da Supercopa da Alemanha. Campeão de tudo. Isso foi em 2012/13, com Jupp Heynckes no comando. O ano virou, Heynckes deixou o cargo, no seu lugar assumiu Pep Guardiola, um treinador de ideias inovadores mas que tinha um trabalho árduo pela frente: Melhorar um time, até então, impecável.

Thiago Alcântara e Pep Guardiola, parceria de sucesso.
Pep trouxe consigo um de seus pupilos, Thiago Alcântara, parar dar mais qualidade ao meio. Ao lado de Schweinsteiger, construiu uma solidez impressionante - barrando o dono da posição Javi Martinez. Alaba subiu muito de produção, se tornando peça  fundamental na saída de bola e no apoio ao ataque. Neuer parou de dar chutões, simplesmente parou. Era evidente o trabalho feito por Pep com o jogador. A saída de bola passou a ser mais valorizada, menos força e disputas pelo alto no meio campo, mais toques curtos e inversões no momento certo. Lahm também passou a atuar no meio, de primeiro volante, fazendo a saída de bola - no maior estilo Pirlo. Na frente, fez Ribery e Robben trocarem de posições constantemente, sem essa de 'cortar pra dentro e bater'. Mandzukic perdeu espaço, mas ainda assim foi o artilheiro do time. 
Não preciso falar de um por um, o fato é que Guardiola conseguiu melhorar e deu sua cara ao time bávaro. E além de melhorar o seu time, ele retira as forças de seus concorrentes: Na temporada passada tomou Gotze do Dortmund, nessa temporada já anunciou a contratação de Lewandowski. Desleal.
Götze chega ao Bayern. Meia trocou o Dortmund pelos bávaros. Lewandowski fez o mesmo nessa temporada.
O resultado da temporada 2013/14 não poderia ser diferente. Classificação tranquila para as quartas de final da Champions League e título da Bundesliga - em Março - com recordes. Vamos à eles:

  • Campeão Invicto
  • Campeão com o menor número de rodadas: 27
  • Campeão com menor número de gols sofridos: 13
  • Campeão com maior número de gols marcados: 81
Fora os recordes que ainda pode quebrar, como ser o campeão com maior número de pontos (pode chegar a 98).


Hertha Berlin 1 x 3 Bayern de Munique
Hoje, contra o Hertha Berlin, uma vitória fácil, sem sustos. Gols de Kroos, Gotze e Ribery. Adrian Ramos diminuiu de pênalti. O time bávaro agora concentra suas forças para a Champions League, onde busca o bi campeonato seguido. Parabéns aos bávaros!
O time campeão da Bundesliga com números impressionantes. Primeira vez que o campeão sai em Março.

segunda-feira, 24 de março de 2014

TOP 5 - As melhores piores contratações do velho continente


O futebol brasileiro exporta muitos jogadores, mas a gente sabe que quantidade não é qualidade. Sem delongas, vamos aos nomes dos indivíduos:

5 – Robinho – Manchester City
"Tu é atleta de triatlo: corre, pedala e nada. Some daqui.." Mancini dando instruções ao pequeno Robson. (Foto BCL)
Começando com o menino Robson, Rei das pedaladas. Saiu do Real Madrid com status de ‘eterna promessa’, chegou ao novo rico querendo reencontrar o seu futebol. 40 milhões de euros e uma boa temporada de estréia. Entretanto, com a chegada de Mancini no comando do City, Robinho perdeu espaço e passou a esquentar o banco. No começo do ano foi emprestado ao Santos. Na volta, foi vendido ao Milan, onde joga atualmente.

4 – Ricardo Bueno - Nordsjaelland
Craque de bola. Nunca vi. (Foto divulgação)
Lembra dele? Nem eu, mas li que ele passou pelo Atlético-MG, Palmeiras e Atlético-GO até se transferir para o gigante Nordsjaelland, da Dinamarca. “Muito bom poder jogar na Europa. Vou para um grande clube, campeão em seu país e que disputou a Champions League. Expectativa melhor, impossível. É um sonho para qualquer atleta brasileiro jogar em um time europeu e estou realizando esse sonho. Espero poder contribuir com gols e boas atuações. Não vejo a hora de chegar, vestir a camisa e poder ajudar dentro de campo". Cumpriu o contrato de 6 meses e voltou pro Brasil.

3 – Maicon – Manchester City
Maicon quase contou nos dedos quantas partidas disputou em 2012-13. (Foto Getty Images)
Eleito melhor lateral direito da temporada 2009/10, Maicon foi vendido pelo Inter de Milão aos Citzens por 8 milhões de euros. Esboçou um início de bom futebol, mas depois amargou a reserva de Zabaleta. Na temporada 2012/13 disputou incríveis 14 partidas. Atualmente faz uma boa temporada na Roma, vice líder da Série A Tim.

2 – Willians - Udinese
Willians quebrando a perna do atleta do Braga. Tomou mais amarelos do que acertou passes. (Foto EFE)
O volante brasileiro saiu do Flamengo como ‘rei dos desarmes’, mas todo mundo sabe sua principal característica: errar passe. A Udinese apostou, pagou cerca de 3 milhões. “Venho aprimorando mais minhas características, desarmar e acertar mais os passes. Tinha essa fama no Brasil, mas aqui tenho treinado mais, procurado ficar melhor.” – parece que não funcionou. Willians foi vendido ao Internacional por 2,5 milhões de euros em janeiro de 2013.

1 – Wellington Paulista – West Ham
Apresentação na Premier League. Incrível passagem pelo West Ham.
Contratação mais maluca que eu já vi, nos moldes de Afonso Alves na seleção brasileira. Wellington chegou com contrato de 6 meses para mostrar seu valor. Não mostrou. Jogou um total de 0 (zero) partidas no time principal. Ficou maior parte no time sub-21 dos Hammers, até voltar ao Brasil pra defender o Criciúma Dortmund.

BONUS

Kleberson – Manchester United

Me dei bem contratando esse craque, agora vamos ver se o portuga acompanha ele. Pobre Fergunson (Foto divulgação)
Chegou como contratação principal dos Red Davills – inclusive, foi o primeiro brasileiro que Alex Fergunson contratou - junto com uma jovem promessa portuguesa, Cristiano Ronaldo, só isso já deve resumir tudo. O brasileiro deveria substituir Verón, mas devido a inúmeras lesões, não serviu de nada. Em 2005 foi vendido ao Besiktas. Voltou ao Brasil, passou por Flamengo, Atlético-PR e Bahia, hoje em dia está no Philadelphia Union (eu acho).

Ainda tem mais como André Santos, Julio Babtista, Belleti, etc, mas fiz um top 5 pra sintetizar melhor. 
Há braços!

domingo, 23 de março de 2014

Real Madrid vs Barcelona - El Clássico


Real Madrid 3 x 4 Barcelona

Difícil escrever e acompanhar esse jogão! Primeiro tempo alucinante e muito (muito) quente, como tem de ser. Martino repetiu a formação da partida contra o Manchester City, com Neymar pela direita, empurrando Marcelo pra defesa. Com a liberdade de Messi, ele colocou Iniesta de cara para abrir o placar logo aos 6 minutos do primeiro tempo. Assim como Messi teve liberdade, do outro lado, Di Maria jogava livre. Xavi não acompanhava tanto as subidas do meia, que fez o que quis pela esquerda. Na primeira jogada, Benzema desperdiçou. 
O Barça tentou equilibrar as ações, mas em vão.
Benzema empata pelo alto...
Di Maria fez outra ótima jogada e cruzou na cabeça do francês, que contou com a ajuda de Valdes para empatar a partida aos 20'. Os culés viraram aos 24', em outra bela jogada do argentino e em novo cruzamento, Mascherano não alcançou, e Benzema não perdoou. Domínio na coxa e tirambaço pra dentro, virada e explosão da torcida no Bernabéu. O jogo continuou quente, Neymar e Messi bem marcados, brigava por espaços com Sérgio Ramos e Pepe. Do outro lado, Bale botou fogo pela direita, anulando Jordi Alba, que pouco pegou na bola no primeiro tempo. Ainda assim, o Barcelona se lançou ao ataque e conseguiu o empate.
... e vira com esse canudo!
Messi tentou Neymar dentro da área, a bola espirrou e voltou pro craque argentino que finalizou no canto. Na sequência, Fabregas e Pepe se desentenderam, trocaram carícias, um amarelo pra cada e fim do primeiro tempo.
Um primeiro tempo alucinante, com os dois times procurando o gol a todo tempo. Um 2x2 com leve vantagem do Real, mas o segundo tempo ainda estava por vir. 

O Segundo tempo já começou quente, arrancada de Bale e passe perfeito pra Benzema, que finalizou em cima de Valdes. Aos 9 minutos, Cristiano Ronaldo limpou dois e caiu dentro da área, o toque foi fora, mas o juizão marcou penalidade: Gol e vantagem no placar pro time merengue.Tatá Martino resolveu tirar Neymar, apagado, não antes do belo passe de Messi pro brasileiro cair e cavar mais um pênalti - Sérgio Ramos acabou expulso na jogada. Messi bateu e empatou. Ainda assim, Martino fez as duas mudanças: colocou Pedro na esquerda e Alexis Sanchez na direita (nos lugares de Messi e Fábregas, respectivamente). O jogo melhorou pro lado dos catalães, com um a mais, trocou passes no campo adversário e empurrava o Real pra trás, que tentava sair nos contra ataques rápidos com Bale e Ronaldo. Aos 38 minutos, outro pênalti, esse legítimo, em Iniesta: Messi cobrou perfeitamente, hat-trick do argentino e mais uma vitória dos catalães, que encostaram de vez na briga pelo campeonato. A derrota do Real Madrid significou a perda de liderança pro rival da capital - já que o Atlético de Madrid venceu o Bétis fora de casa, chegou aos mesmos 70 pontos e é líder nos quesitos de desempates. 

O Barcelona ganhou os dois clássicos dessa temporada. Com os 3 gols, Messi se isola como maior artilheiro nos clássicos, chega aos 20 gols - mas ainda fica atrás de Ronaldo (26) e Diego Costa (24) na artilharia da Liga BBVA
Messi faz o terceiro dele no jogo. 4x3 no placar e vitória do Barça no Bernabéu.

NBA. Modelo de gestão de arenas esportivas

(NAMING RIGHTS – PARTE 2: EQUIPAMENTOS ESPORTIVOS)

Nessa segunda parte, abordaremos os naming rights aplicados aos equipamentos esportivos e suas nuances.





Começando pelo cenário nacional, temos 3 estádios com seus nomes já modificados por conta dessa política de marketing (Allianz Parque, Itaipava Arena Pernambuco & Itaipava Arena Fonte Nova) e 1 estádio em negociação. (Arena Corinthians, em Itaquera). As Arenas Fonte Nova e Pernambuco receberão da Itaipava R$ 10 milhões anuais, durante 10 anos. Totalizando R$ 100 milhões. A Allianz investiu na casa alviverde 300 mihões de reais. Já no Estádio de Itaquera, o Corinthians pretende receber 400 milhões de reais (em contratos de 10 ou 20 anos).


Allianz Parque e Arena Corinthians
Itaipava Arena Pernambuco & Itaipava Arena Fonte Nova
















Como relatado na parte 1, a maioria dos veículos de mídia não cedem aos nomes oficiais, e preferem – por motivos já citados – utilizar os nomes já consagrados pelo público. Um exemplo nítido do fracasso de naming rights em estádios foi a situação vivida por Botafogo e Flamengo em 2005. Nesse ano, o Maracanã foi fechado para obras que visavam à adequação aos Jogos Pan-americanos de 2007. Sendo assim, os clubes tinham poucas opções. Mandar jogos em São Januário – o que ao Flamengo seria inviável por conta da rivalidade -, levar   seus mandos à Volta Redonda, ou jogar no combalido estádio da Portuguesa carioca, na ilha (Estádio Luso Brasileiro). O estádio tinha capacidade para 3.718 lugares. Então, a patrocinadora máster do Flamengo – na época -, a Petrobrás financiou a instalação de estruturas temporárias no estádio Luso Brasileiro e o ampliou para 30.000 lugares. As estruturas eram tubulares, e seriam desmontadas ao fim das reformas no Maracanã. Em contrato, o Estádio Luso Brasileiro mudava, temporariamente, de nome, tornando-se Arena Petrobrás. Pouquíssimo crédito foi dado ao nome (assinado em contrato), e a Arena Petrobrás se foi, deixando nenhuma saudade. 


Arena Petrobrás (Estádio Luso Brasileiro)

Em contrapartida, existiu sim, - um ponto fora da curva – no que diz respeito à associação de empresas à nomes de instalações esportivas. A localização? São Paulo. O nome? Palestra Itália, devidamente rebatizado pela “breja” Antárctica.


Parque Antártica (Palestra Itália)

Sim, o parque antártica foi o exemplo, embrionário, do que hoje é reproduzido pelo próprio Palmeiras, em contrato com a seguradora alemã Allianz.

No Brasil, ainda existe muita resistência no novo batismo de estádios já consagrados por confrontos épicos.
Se pensarmos em gestão de arenas para o futebol, quem tem a última palavra é a Allianz. Com amplo know-how, ela é responsável pela gestão das belíssimas, Allianz Riviera (País: França/ time: Nice), Allianz Stadium (País: Austrália), Allianz Park (Londres - Rugby), Allianz Arena (País: ALEMANHA/ times: Bayern de Munich &  TSV 1860 Munique) e Allianz Parque (País: Brasil / time: Palmeiras). A seguradora tem a responsabilidade de gerir estas 5 arenas pelo mundo, e zelar pelo padrão de qualidade (que é associado à sua marca).

Na ordem ( Allianz Riviera - Allianz Stadium - Allianz Park - Allianz Arena - Allianz Parque)


Das 5 maiores ligas do continente europeu (Inglesa, Espanhola, Alemã, Francesa e Italiana) as que possuem maior quantidade de estádios com naming rights vendidos são a Alemanha e Inglaterra. Na terra da rainha, isso se justifica, pois o futebol é negócio, business. Logo, em alguns casos, a tradição deve dar espaço ao conforto e modernidade. Esse foi o caso do Arsenal. A capacidade do seu tradicional campo, o Highbury, já não era suficiente para a quantidade de sócios. Sendo assim, a saída foi simples: Demolir o antigo e construir um novo. Para arcar os custos de construção, o Arsenal assinou parceria com a companhia aérea Emirates. Com isso, o novo estádio para 60.361 torcedores recebeu o nome da empresa.

Highbury
Emirates 

Outros estádios ingleses com naming rights:

Britannia Stadium (Stoke City) -  Etihad (Manchester City) - Reebok Stadium (Bolton)


Na Alemanha, o processo de venda dos nomes dos estádios se deu pelo mesmo motivo – financiar os custos de construção de estádios. Entretanto, nesse caso, a escala em que isso ocorreu foi maior. O advento da copa do mundo de 2006 fez com que a Alemanha remodelasse, e reconstruísse estádios para abrigar os jogos da Copa. A saída encontrada para diminuir o “déficit” advindo dos custos com construções das arenas foi a venda dos nomes das mesmas. A exceções foram a Volkswagen Arena e Bay Arena, pois seus clubes (Wolksburg e Bayer 04) são propriedade da Volkswagen e Bayer, respectivamente.


Algumas das arenas alemães:


Allianz Arena  - Munich (Foi sede na copa de 2006)
Veltins Arena - Gelsenkirchen (Foi sede na copa de 2006)

AWD Arena - Hannover (Foi sede na copa de 2006)

Aol Arena  - Hamburgo (Foi sede na copa de 2006)

Commerzkbank Arena - Frankfurt (Foi sede na copa de 2006)

Signal Iduna Park – Dortmund (Foi sede na copa de 2006)

Volkswagen arena - Wolksburg
Mercedes Benz Arena - Sttutgart (Foi sede na copa de 2006)


 Em outras localidades da Europa como Espanha e Itália, as tradições dos grandes palcos ainda não submergiu ao capital imposto pelos direitos de nome.
Outros estádios pela Europa que seguem o exemplo das arenas alemãs:

Philips Arena (PSV Eindhover)

Donbass Arena (Shaktar Donetsk)

Turk Telekon Arena (Galatasaray)




Enfim, o exemplo a ser seguido: NBA. Dos 30 times que disputam a National Basket American, aproximadamente 20 tem naming rights em suas arenas. Grandes marcas, de diversos setores injetam anualmente milhões de dólares, fortalecem o espetáculo, e contribuem para a manutenção do sucesso da liga de basquete americana. Todos esses fatores unidos são sinônimo de casa cheia, lucratividade, receita, espetacularização do esporte e maximizam a experiência do expectador no evento.

Algumas arenas da NBA.


FedExForum





Chesapeake Energy Arena




 Salt Lake CityUT
EnergySolutions Arena

Alguns valores de patrocínios nos EUA: 

American Airlines Arena - $2.1 milhões de dólares
(4.880.190,00 Reais) Por ano até 2019.

Phillips Arena - $ 9,3 milhões de dólares
(21.612.270,00 Reais) Por ano até 2019.

FedEx Forum - $ 4,5 milhões de dólares.
(10.457.550,00 Reais) Por ano até 2023.

A lucratividade dos negócios variam de caso a caso. O grande ponto positivo na NBA e outras modalidades americanas (NHL e NFL) é o fator de que dezenas franquias desfrutam de verba advinda de patrocínios de arena. No Brasil, os valores são parecidos, entretanto, naming rights aqui é uma pratica com exemplos pontuais. 


Conclusões: 

As gestões financeiras dos clubes hoje são complexas. É necessária uma engenharia financeira para equilibrar os ativos e passivos. Todas as receitas são válidas, e utilizar seu “mando” como uma fonte geradora de receitas é uma importante tática para trazer saúde financeira aos clubes, sejam eles de que esporte forem. No modelo de administração de arenas ainda estamos muito atrasados, pois em nosso país, os equipamentos são construídos com verba pública – muitas das vezes superfaturada – e após concluídos, são entregues à iniciativa privada por “qualquer troco”. As coisas têm que mudar, e meu desejo é que projetos como o do Palmeiras e Grêmio (que construíram seu estádio com capital 100% privado) sejam repetidos à outros clubes de massa, contribuindo para o fortalecimento do futebol nacional, através de técnicas de sucesso exportadas de modelos já consagrados.