Eu não fazia ideia de que estava acontecendo a Copa do Mundo
Feminina Sub-17, na Costa Rica. O que isso muda na sua vida? A princípio nada.
Entretanto, como eu gosto muito de futebol (independente de ser masculino ou
feminino, profissional ou de base) fui procurar saber sobre o torneio.
Obviamente a Confederação Brasileira de Futebol não possui uma seleção de base
para disputar o torneio. Não tem nem uma profissional, pra falar a verdade.
Marta, Cristiane e... e... Formiga? (não sei qual é a seleção Brasileira de
futebol feminino) entram em campo às vezes, em um Mundial ali, uma Olimpíada
aqui.
O fato do Brasil não ter uma equipe representante me incomoda.
Incomoda mais saber que Zâmbia, Costa Rica e Coreia do Norte estão disputando o
torneio. Por mais que sejam meros figurantes, estão ali. Há um incentivo. Uma
pesquisa rápida: de 1º de julho de 2012 a janeiro de 2013, a Seleção da Costa
Rica de futebol feminino sub-17 fez 61 amistosos, enquanto a Seleção Brasileira
Profissional Feminina fez 20 (oficiais e amistosos). A Costa Rica sub-17 fez
mais que o triplo que a nossa seleção principal.
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| Foto: Site da FIFA |
O Brasil figura a 4ª posição do Raking FIFA, a Costa Rica é
a 40ª. No Brasil possuem mais de 29 mil clubes, na Costa Rica pouco mais de
250. A diferença é absurda, discrepante. A nossa confederação recebe muito mais
investimento e olhares da dona FIFA do que o pequeno país da América Central.
Ao saber disso tudo, eu pergunto: mudou a sua vida?
Provavelmente não. Eu vou acompanhar a Copa do Mundo Feminina Sub-17? Também não. Entretanto, não sei você, eu fiquei com um gosto amargo, de vergonha. Eu comparei
o país do futebol com a Costa Rica (que se tem um apelido, eu não sei). Parabéns aos envolvidos.
TODAS INFORMAÇÕES RETIRADAS DO SITE DA FIFA


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