quinta-feira, 13 de março de 2014

Brasil, o país do futebol - mas não o feminino.

Eu não fazia ideia de que estava acontecendo a Copa do Mundo Feminina Sub-17, na Costa Rica. O que isso muda na sua vida? A princípio nada. Entretanto, como eu gosto muito de futebol (independente de ser masculino ou feminino, profissional ou de base) fui procurar saber sobre o torneio. Obviamente a Confederação Brasileira de Futebol não possui uma seleção de base para disputar o torneio. Não tem nem uma profissional, pra falar a verdade. Marta, Cristiane e... e... Formiga? (não sei qual é a seleção Brasileira de futebol feminino) entram em campo às vezes, em um Mundial ali, uma Olimpíada aqui.

O fato do Brasil não ter uma equipe representante me incomoda. Incomoda mais saber que Zâmbia, Costa Rica e Coreia do Norte estão disputando o torneio. Por mais que sejam meros figurantes, estão ali. Há um incentivo. Uma pesquisa rápida: de 1º de julho de 2012 a janeiro de 2013, a Seleção da Costa Rica de futebol feminino sub-17 fez 61 amistosos, enquanto a Seleção Brasileira Profissional Feminina fez 20 (oficiais e amistosos). A Costa Rica sub-17 fez mais que o triplo que a nossa seleção principal.
Foto: Site da FIFA

O Brasil figura a 4ª posição do Raking FIFA, a Costa Rica é a 40ª. No Brasil possuem mais de 29 mil clubes, na Costa Rica pouco mais de 250. A diferença é absurda, discrepante. A nossa confederação recebe muito mais investimento e olhares da dona FIFA do que o pequeno país da América Central.


Ao saber disso tudo, eu pergunto: mudou a sua vida? Provavelmente não. Eu vou acompanhar a Copa do Mundo Feminina Sub-17? Também não. Entretanto, não sei você, eu fiquei com um gosto amargo, de vergonha. Eu comparei o país do futebol com a Costa Rica (que se tem um apelido, eu não sei). Parabéns aos envolvidos.

TODAS INFORMAÇÕES RETIRADAS DO SITE DA FIFA

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