quarta-feira, 30 de abril de 2014

MADRID NA FINAL! Atlético de Madrid vence em Stanford Bridge e vai a final da Champions!

A primeira partida teve cara de final de Libertadores. Aliás, o time de Simeone tem a cara da competição mais importante da América. Certamente figuraria entre os que jogam o futebol mais bonito. O Chelsea de Mourinho é aquele tradicional time copeiro, empata fora de casa e ganha dentro, padrão de quem quer ser campeão de uma competição que valoriza o gol fora de casa.

Chelsea 1 x 3 Atlético de Madrid
O Chelsea começou errando muitos passes, enquanto o Atlético marcava muito a partir do meio campo, esperando esse erro do Chelsea - Mourinho deixou Oscar e Schurrle no banco, a opção foi por Azpilicueta, visando conter as subida de Felipe Luis, o que fez cair a qualidade do passe.

Assustou! Cruzamento torto de Koke quase abriu o placar em Stanford Bridge. (Foto UEFA)
Koke acertou o travessão (sem querer) buscando o cruzamento, logo no começo da partida, e assustou a torcida dos blues. Em resposta, Willian bateu falta perigosa, a bola saiu por cima, e David Luiz achou uma bicicleta linda dentro da área, mas a bola foi pra fora. Hazard assustava pela esquerda e por ali parecia ser o caminho do gol do Chelsea.

Torres abre o placar. Atacante não comemorou em respeito ao Atlético de Madrid. (Foto UEFA)
Só parecia. Willian fez ótima jogada pela direita, a bola sobrou pra Azpilicueta cruzar de primeira, rasteiro, pra Fernando Torres. O atacante chegou batendo de primeira, sem chances para Courtois. O espanhol não comemorou, em respeito ao time que o revelou. Quarto gol de Torres em nove jogos.

Adrián! Camisa 7 pega de primeira pra empatar e botar fogo no jogo! (Foto UEFA)
Mourinho precisava fazer o que sabe de melhor: não tomar gol. Não durou muito tempo, Tiago enfiou ótima bola pra Juanfran, o lateral evitou a saída tocando pro meio da área, Adrián López, de canela, empurrou pra dentro do gol, explodindo a torcida colchonera em Stanford Bridge. 

Segundo tempo já começou pegando fogo e o Atlético quase ampliou. Cruzamento da direita, novamente a bola passou por todo mundo, mas Schwazer salvou no chute a queima roupa de Arda Turan. Na resposta, Terry cabeceou firme e parou em ótima defesa de Courtois. O Atlético estava melhor no jogo e assustava, um erro poderia decidir a partida.

Diego Catimba Costa. Atacante demorou uma eternidade pra bater e converter. 9 gols na Champions. (Foto UEFA)
Mourinho tirou Ashley Cole e botou Eto'o, que foi protagonista na sequência: bola rebatida na área, Diego Costa limpou e sofreu pênalti do camaronês. O próprio bateu - após muita catimba - e virou o jogo. Diego agora é o maior artilheiro do Atlético de Madrid em competições europeias. A atmosfera em Stanford Bridge mudou, de uma hora pra outra, aquele jogo monótono e truncado virou um jogão!

Arda Turan fechou o caixão. Meia só completou pro gol vazio e decretou a classificação do Atlético. (Foto UEFA)
O Chelsea melhorou e buscou o gol a todo instante, mas deixar buracos pra esse time do Atlético de Madrid é fatal! Tiago enfiou outra ótima bola pra direita, Juanfran cruzou pra Arda Turan, o meia cabeceou na trave e, na volta, ele mesmo empurrou pro gol. Curioso, Arda Turan não fala uma palavra em espanhol, só inglês. Simeone não fala uma palavra em inglês, só espanhol. Os dois se entendem por gestos. E como se entendem, Arda desenvolve um grande papel no meio campo colchonero. 

Os blues não se entregaram, tentaram até o último minuto, mas parou na muralha Courtois. A aposta de Mourinho de abrir mão do jogo na Espanha e se garantir no Stanford Bridge foi pelo ralo. O Atlético foi superior e mereceu sair classificado. Agora o time de Simeone vai em busca da tão sonhada taça da Champions League, e é o favorito pra levar a Liga BBVA.
Invencíveis! O invicto Atlético chega a final da Champions após 40 anos. (Foto UEFA)

terça-feira, 29 de abril de 2014

O sonho de La Decima segue vivo! Bayern de Munique 0 x 4 Real Madrid

Não sei como começar a escrever sobre o jogo de agora pouco. Dessa vez eu fiz diferente, esperei o jogo terminar pra começar a escrever – assim como você, eu não perderia esse jogo por nada. Na primeira partida, 1x0 para os merengues e vantagem de entrar hoje com a classificação garantida, o que não mudou o apetite do Real.

Segurança atrás e presença de área na frente. Sergio Ramos abriu e ampliou o placar pros merengues. (Foto UEFA)
No primeiro jogo, Anceloti reclamou da passividade dos merengues no começo da partida e pediu mais atitude. O pessoal lá de trás entendeu o recado: Pepe, Sergio Ramos, Carvajal e Coentrão anularam qualquer jogada do time bávaro, tanto que Casillas não precisou trabalhar muito. E foi o pessoal lá de trás que inaugurou o placar: Sergio Ramos, após escanteio cobrado por Modric, completou pras redes de cabeça, e depois ampliou também na bola parada: A falta cobrada por Di Maria foi desviada de cabeça por Pepe e achou o espanhol, que também de cabeça, que empurrou pra dentro com uma ‘ajuda’ de Neuer.

15º gol na Champions League e novo recorde. Cristiano Ronaldo fez o terceiro do Real. (Foto UEFA)
A situação do Bayern piorou quando o contra ataque do Real funcionou perfeitamente: Di Maria passou pra Benzema no meio campo, o atacante passou pra Bale arrancar pelo meio em velocidade e depois passar pra Cristiano Ronaldo, que chegou batendo firme, fazendo seu 15º gol na Champions League, recorde de maior número de gols em uma única edição (Messi detinha o recorde com 14 gols). Cristiano Ronaldo ainda assustou outras vezes, mas não conseguiu fazer mais um no primeiro tempo.

A nota triste pro Real Madrid foi Xabi Alonso, que recebeu um cartão amarelo – injusto – e está fora da final. Uma perda ímpar pro esquema tático de Anceloti.

O Bayern melhorou muito no segundo tempo. Guardiola tirou Mandzukic (nulo em campo) para botar Javi Martinez, deslocando Muller pra jogar como falso 9. Ribery e Robben pararam de guardar posição, atrapalhando a marcação dos merengues. As jogadas de fundo com Lahm começaram a surgir, uma atrás da outra, e todas inibidas por Pepe – que jogou muito, nos 180 minutos. O Bayern de Munique era pragmático de mais, sem criatividade. Na transmissão da Rede Globo, Juninho Pernambucano bem lembrou da ausência de Thiago Alcântara, e como faz falta o meia espanhol.


Evitando mais uma baixa, Anceloti tratou de sacar Sergio Ramos. Varane veio pro seu lugar pra jogar os 15 minutos finais da partida. Guardiola botou Pizzarro e Gotze em campo, pra tentar diminuir o placar. O jovem meia alemão entrou muito bem e assustou Casillas. Do outro lado, Di Maria puxava contra ataques perigosos – partida impressionante do argentino, saiu exausto, deu lugar à Casemiro.

À la Ronaldinho Gaúcho. Cobrança perfeita do outro Ronaldo. 16 gols em 10 jogos, números absurdos! (Foto UEFA)
Mas ainda faltava o golpe final e Cristiano Ronaldo tratou de resolver. Falta frontal aos 45 minutos do segundo tempo, o gajo bateu de forma mágica, por baixo da barreira, e deu números finais ao massacre espanhol em Munique. O Real Madrid segue em busca de La décima e confirma o favoritismo. Amanhã Chelsea e Atlético de Madrid  duelam pra saber quem faz a final contra os merengues.
Apesar do massacre, torcida e jogadores deram um show de educação e lealdade. (Foto UEFA)

O Flu de Cristóvão Borges x O Flu de Renato


Como explicar a mudança de atitude do Fluminense? Com certeza Cristóvão não mexeu só na formação do time.
Fotos: Nelson Perez Fluminense F.C. & Fernando Cazaes


A atual fase do tricolor carioca é a melhor possível. O Flu é líder do Brasileirão, eliminou o Tupi na Copa do Brasil sem direito a jogo de volta, tem uma média de 3 gols por partida desde a chegada do novo técnico e de quebra não levou nenhum gol sequer sob o comando do inteligentíssimo Cristóvão Borges.

O Flu de Renato jogava na formação: 4-3-1-2, uma formação mais defensiva do que a atual. A melhor partida foi no clássico contra o Flamengo no Maracanã, no dia 8 de fevereiro, onde o tricolor foi amplamente superior, envolveu o adversário e venceu por 3x0. O time terminou a primeira fase do estadual na segunda colocação, somando 31 pontos em 15 jogos, sendo eliminado para o Vasco na semifinal após perder o segundo jogo por 1 a 0, o tricolor tinha a vantagem do empate. Os 11 titulares do Fluminense na era Renato Gaúcho eram: Cavalieri, Bruno, Gum, Elivélton, Carlinhos; Valencia, Diguinho, Jean, Conca; Walter e Fred. O ex-gordinho entrou no time titular no lugar de Rafael Sóbis, mas o que se viu em campo desde a sua entrada foi um time fraco na marcação, lento e previsível.

Fred não esteve bem no jogo de ida contra o Horizonte-CE. Foto: Kid Junior

A estreia na Copa do Brasil contra o desconhecido Horizonte deixou clara a fragilidade do sistema defensivo tricolor. Embora tenha perdido diversas oportunidades de vencer a partida, o Fluminense não marcava bem e por pouco não voltou do Ceará com uma goleada na bagagem. O Horizonte venceu por 3x1. Mesmo jogando com 3 volantes (Valencia, Diguinho e Jean), o time ficava exposto e Cavalieri não estava inspirado como em vários jogos no Brasileiro de 2012, onde foi peça fundamental para o tetracampeonato.
A defesa sofria duras críticas, os laterais não viviam bom momento, Jean já não apresentava o mesmo futebol que o levou à seleção, Conca estava sobrecarregado na armação e Fred vivia péssima fase, fazendo com que os críticos questionassem a sua convocação antecipada para a Copa do Mundo. Esse era o Fluminense comandado por Renato Gaúcho. Soma-se a isso, a falta de planejamento do clube, tendo em vista que todos estavam cientes do problema defensivo, afinal não é da noite pro dia que Gum e Leandro Euzébio começaram a falhar. O Flu de Renato pecou por não contratar nenhum zagueiro, e quem pagou por isso foi o próprio treinador. Nesta passagem pelo clube, Renato somou 9 vitórias, obteve 5 empates e saiu derrotado em 4 oportunidades.
A derrota para o Vasco na semifinal do carioca foi considerada o estopim. O time não apresentava nenhuma organização no ataque, vivia na base dos chutões e de jogadas de Darío Conca, mas o camisa 11 foi afetado por tanta lentidão estando abaixo do seu normal em alguns jogos, o que ainda não aconteceu com a chegada do novo técnico.
Cristóvão mudou a cara do Fluminense. Foto: Lúcio Távora Agência A Tarde

Faltando menos de uma semana para a partida de volta contra o Horizonte, o tricolor demitiu Renato Gaúcho e contratou o novo treinador em menos de 24 horas. A missão de resgatar o bom futebol de um time desanimado estava nas mãos de Cristóvão Borges.
O novo técnico não era visto com bons olhos pela patrocinadora, mas o presidente do Fluminense Peter Siemsen bateu o martelo e anunciou a contratação do treinador. Para muitos era uma aposta. Cristóvão chegou de mansinho e logo foi impondo o seu método de trabalhar.
A estreia foi contra o surpreendente Horizonte, jogo em que o Fluminense precisaria reverter o placar e vencer por no mínimo 2 gols de diferença. Logo de cara Cristóvão Borges mexeu na equipe. Valencia saiu para entrada de Wagner, e Walter perdeu a vaga no time titular para Rafael Sóbis (com proposta do Corinthians). O que parecia ser uma simples troca de peças se tornou em um resgate de dois jogadores com boa movimentação. O time lento do início do ano não foi visto na partida contra o Horizonte, resultado Fluminense 5x0 Horizonte-CE.
Após esse jogo o técnico teve mais tempo para treinar a equipe, demonstrando uma preocupação ímpar com o sistema defensivo. Qualquer entendedor saberia identificar o ponto fraco do time carioca, mas poucos saberiam resolver esse problema sem trocar peças no setor. Palmas para Cristóvão Borges. O time base sob o comando do novo treinador é: Cavalieri, Bruno, Gum, Elivélton, Carlinhos; Diguinho, Jean, Wagner, Conca; Rafael Sóbis e Fred. Durante os jogos as formações variam de 4-4-2 para o 4-2-3-1, confundindo os adversários na marcação.

Jogadores comemoram mais um gol na era Cristóvão. Foto: Nelson Perez Fluminense F.C.

O Flu iniciou o campeonato brasileiro com uma vitória de 3x0 sobre o Figueirense, no Maracanã. Logo depois enfrentou o Tupi-MG, fora de casa, pela segunda fase da Copa do Brasil, mais uma vitória sem sustos, 3x0. Com isso, o tricolor passou a ser visto de forma diferente, uma defesa segura, movimentação intensa dos meias Conca e Wagner, Fred fazendo gols e a raça do incansável Rafael Sóbis. Mas os invejosos diziam “ganhar de time pequeno é fácil”, então chegou à vez do gigante Palmeiras – que se tornou pequenino no jogo contra o novo Fluminense, no Pacaembu. Uma aula de jogar futebol foi dada ao Palmeiras, com Darío Conca desfilando em campo. Vendo os melhores momentos fica a certeza, 1x0 foi pouco, muito pouco.
Sóbis comemora com Fred o gol da vitória contra o Palmeiras. Foto: Miguel Schincariol

Lá se foram quatro jogos sob o comando de Cristóvão, 12 gols marcados, nenhum sofrido, 100% de aproveitamento. Líder do campeonato brasileiro, único time a vencer os dois jogos, com isso fica fácil dizer que o novo técnico, que chegara sem o aval da patrocinadora, passou a ser visto como o grande reforço do tricolor na temporada junto com o craque argentino.

O próximo teste será contra o Vitória, às 21h, no Maracanã. 50 mil pagantes será pouco.



domingo, 27 de abril de 2014

Empate com sabor de vitória.

Em noite de estréia de Emerson Sheik, Botafogo começa mal, é vaiado, mas se recupera e arranca empate suado contra o Internacional. 
Espírito de guerreiro: Sheik foi o responsável pelo empate do Fogão. (Foto: Gazzeta Press)
Tinha tudo para dar errado: começo conturbado, zaga batendo cabeça, torcida vaiando... A estréia de Sheik no Botafogo era parecida com a do holandês Seedorf. Na ocasião, o Botafogo se complicou e viu outro time do Sul, o Grêmio, derrotar o glorioso dentro do Engenhão.

O Internacional veio com tudo, abriu o placar em boa jogada pela direita: lançamento longo de Willians, Aránguiz deu belo corte em Julio Cesar e botou a bola na cabeça de Rafael Marques, que empurrou pra dentro, sem chances para Jefferson. A partir daí a torcida passou a pegar no pé do lateral, que não foi bem na partida. A situação ficou pior quando Valdívia (não o chileno) pegou a bola dentro da área, cortou Dória e passou rasteiro para Rafael Moura, o He-Man só teve o trabalho de tocar pro fundo da rede e complicar ainda mais a vida do alvinegro. Pra sorte dos jogadores do Botafogo, o primeiro tempo se encerrou. 

Vagner Mancini resolveu mudar o time: sacou Jorge Wagner e colocou Daniel em seu lugar, na esquerda, sacou Julio Cesar e colocou Junior Cesar. O time voltou com outro espírito, e outro uniforme também: o time promoveu a estréia do uniforme branco. Muitos botafoguenses odeiam o uniforme branco - "dá azar" - mas hoje não era dia de azar, era dia de Sheik. O atacante voltou inspirado e assustou logo aos 3 minutos, em chute forte que passou por cima. Aírton poderia estragar os planos do Fogão, tomou amarelo no começo do segundo tempo e, com certeza, iria ser expulso na sequência, portanto, Mancini tratou de tirar o volante e colocou Edílson - que tinha seu nome gritado para entrar na lateral direita, no lugar de Lucas.

Dois minutos depois, Lucas recebeu no fundo, cruzou pra trás, Dida saiu mal e brilhou a estrela de Sheik. O atacante subiu e empurrou pra dentro do gol. Rafael Moura estava disposto jogar água no chopp, mas parou na Muralha Jefferson, que fez um milagre em finalização do atacante. Na sequência do lance, Emerson Sheik cruzou da direita e Zeballos se jogou na bola e empatou o jogo, inflamando a torcida do alvinegro.

Emerson comemora o gol com Zeballos, atacante fez um e deu passe pro outro. (Foto Alexandre Loureiro/AE)
O time aguerrido do Botafogo assustou, pelo menos, outras duas vezes, mas o terceiro gol não saiu. O empate com gosto de vitória deu o primeiro ponto do alvinegro no campeonato, basta saber qual time disputará o Brasileirão desse ano: o que erra muito e dá espaços demais, que entrou no primeiro tempo, ou o time forte, sério, que pressiona e não tem medo, que atuou na segunda etapa.

O destaque da partida não poderia ser outro: Emerson Sheik mostrou seu espírito guerreiro, correu o jogo todo e foi o responsável, ao lado de Vagner Mancini com suas mudanças, pelo resultado conquistado. 
"Vamos dividir os méritos, porque é bacana isso. A preparação física do Botafogo fez um trabalho muito bacana comigo. Mostramos que somos uma equipe competitiva. Não somos uma equipe de pernas de pau, como escutei quando cheguei no Rio de Janeiro", declarou o atacante na saída do jogo.

Uniforme e futebol novo. Botafogo mudou a cara no segundo tempo. (Foto Ide Gomes/AE)
O Botafogo volta a jogar no domingo, quando vai até a Fonte Nova enfrentar o Bahia, em busca da primeira vitória no campeonato. O Internacional entra em campo na quinta feira pela Copa do Brasil.

Chelsea vence Liverpool, derruba invencibilidade e embola o Campeonato Inglês.

"The special one." Mourinho sabe vencer jogos difíceis.
Mourinho sabia das dificuldades que teria contra o Liverpool. Não pôde contar com Cech, Terry, Ramires (o brasileiro está suspenso, não joga mais no Campeonato Inglês nessa temporada), teve que por Kalas na zaga, segundo jogo com a camisa do Chelsea do jovem zagueiro. Reforçou o meio campo com muita pegada: Mikel, Lampard e Matic trocavam de posição constantemente, sem perder a qualidade no passe. A primeira chance veio logo aos 5 minutos, com Ashley Cole, arriscando de fora da área. A partir daí foi um bombardeio do Liverpool pra cima da muralha construída por Mourinho. O time da casa sentia a ausência de Sturridge, o atacante é um dos principais nomes dessa temporada do Liverpool. O primeiro tempo ia se encaminhando pro 0 x 0, com boas chances para o time da casa, mas aos 46' veio o castigo: Gerrard escorregou, a bola ficou oferecida para Demba Ba, o senegalês teve tempo de olhar para Mignolet e deslocar o goleiro, abrindo o placar para os Blues. 
Silêncio em Anfield. Demba Ba desloca Mignolet e abre o placar para os Blues. (Foto Premier League)
O segundo tempo começou do mesmo jeito que terminou o primeiro: Liverpool pressionando, Chelsea se defendendo e explorando os contra ataques. Schwazer foi obrigado a operar milagres, Ivanovic foi um monstro - tanto pelo alto, quanto por baixo. Pra se ter ideia da pressão do time da casa, Gerrard foi responsável por 9 chutes ao gol de Schwazer, enquanto o time inteiro do Chelsea deu apenas 10 chutes o jogo todo. Se o segundo tempo começou igual ao primeiro, terminou da mesma forma: pressão total do Liverpool, bola afastada pra frente, Willian enfiou para Fernando Torres, completamente livre, carregar a bola até a frente de Mignolet. O espanhol não foi fominha e rolou pro lado, o brasileiro só teve o trabalho de dominar e empurrar a bola pra dentro do gol. Um verdadeiro banho de água congelada! Água congelada que só poderia sair da frieza desse treinador realmente especial. Mourinho sabia que não teria chances contra a força do Liverpool, armou o seu time para conquistar os 3 pontos, independente da forma, e conseguiu.
Frustração. O jovem torcedor não acredita no que viu em Anfield.
Depois de 16 jogos de invencibilidade (10 vitórias consecutivas), o Liverpool se mantém na liderança com 80 pontos, mas deu ao City, com 74 (dois jogos a menos), chances reais de conquistar o título. O Chelsea encosta com 78 e corre por fora. Na próxima rodada o Liverpool visita o Crystal Palace, enquanto o Chelsea enfrenta o Norwich. O time de Mourinho ainda entra em campo no meio da semana para enfrentar o Atlético de Madrid, pela Champions League.

Fluminense vence fora e mantém 100%

Fluminense passa no teste, bate o Palmeiras fora de casa por 1 a 0 com gol de Sóbis e lidera o Brasileiro.

Foto: Miguel Schincariol LANCEPress

O jogo era tido por muitos como o primeiro “grande teste” para o time carioca sob o comando de Cristóvão Borges. E se formos levar ao pé da letra, o tricolor carioca foi aprovado com uma vitória pequena no placar, mas grande no futebol.
A segunda partida do Fluminense no campeonato foi contra um adversário que vinha de vitória fora de casa e tinha a vantagem de duelar diante de sua torcida. Mesmo jogando no Pacaembu, o Palmeiras entrou em campo com três volantes e sem nenhum homem de área.
Os primeiros 30 minutos do jogo foram de muito estudo entre as equipes e de pouquíssimas jogadas de perigo. Aos 24, Marquinhos Gabriel recebeu de Valdívia na entrada da área e finalizou para fora, a partir daí só o Fluminense jogou.
O quarteto ofensivo, que vem se destacando desde a chegada do novo técnico, começou a infernizar a defesa do verdão e o gol do Flu amadurecia a cada lance. Aos 30, Bruno cruzou e Fred ajeitou para Sóbis finalizar para a boa defesa de Fernando Prass.  Aos 38, Conca conseguiu se livrar na marcação e chutou forte, Prass espalmou meio esquisito e salvou o Palmeiras em mais uma jogada.
O grande jogador do tricolor não veste a camisa 10, diferente de muitos armadores. Darío Conca, veste a 11, mas apresenta um futebol de um legítimo camisa 10. Aos 44, o argentino deu belíssimo passe para Fred que tocou para Rafael Sóbis abrir o placar no último grande lance da primeira etapa.
O segundo começou como terminou o primeiro. Logo aos 6 minutos, Wagner tabelou com Conca e cruzou na área, Fred pegou de primeira e, sem goleiro, perdeu um gol incrível. Gilson Kleina fez uma mudança no intervalo, o meia Serginho entrou no lugar do volante Josimar. E foi justamente dele a primeira finalização de perigo do Palmeiras no segundo tempo, o jogador chutou forte de fora da área, obrigando Diego Cavalieri a fazer uma defesa difícil. O time paulista tinha dificuldades para criar jogadas e furar a defesa do Fluminense. Aliás tenho que destacar a mudança no sistema defensivo do tricolor, bem postada e com a ajuda dos volantes na marcação o time já soma quatro partidas sem sofrer gols.
No último lance da partida, aos 48, bola levantada na área do Flu, Valdívia caído ajeitou para Wendel, o lateral finalizou muito mal e jogou para fora a chance do empate. Vitória justíssima para um novo Fluminense, compacto na defesa e com um quarteto mágico resolvendo na frente. Como um bom aluno, o time de guerreiros passou no teste e lidera o Brasileiro com 100% de aproveitamento.

O Fluminense volta a campo no próximo sábado, dia 3 de maio, às 21h, contra o Vitória no Maracanã.


Melhor em campo: Darío Conca
Menção honrosa: Rafael Sóbis, Fred e Wagner.

Ponto negativo: Walter, o jogador ficou no banco durante os 90 minutos e deu uma entrevista infeliz para a Rádio Globo, onde demonstrou insatisfação com a reserva e falou em sair do clube. Bola fora de um atacante que a torcida tricolor tinha abraçado até então.

sábado, 26 de abril de 2014

Grande público e pequeno futebol.


Hoje, o Vasco fez seu segundo jogo pela Série B do Campeonato Brasileiro de 2014, contra a Luverdense, na Arena Pantanal. O placar não foi nada bom: Derrota de 2 a 1 para o time Matogrossense.

Misael dribla André Rocha. Atacante foi um dos destaques da partida. (Foto: Chico Ferreira/Futura Press)
O bom público presente no estádio, aproximadamente 20 mil pessoas, viu o time de São Januário na chamada "ressaca" da derrota sofrida ainda no Campeonato Carioca, para o Flamengo. A torcida, que esperava o time cruzmaltino com raça e sedento pela vitória, decepcionou-se com o jogo, pois viu o Gigante da Colina ser dominado pelo time da Luverdense, recém promovido à Série B.

Com o sistema 4-2-3-1 e com muitos desfalques, o Vasco entrou em campo com a seguinte escalação: Diogo Silva; André Rocha, Luan, Rafael Vaz, Diego Renan; Aranda, Fellipe Bastos, Montoya, Douglas (capitão); Reginaldo, Thalles. Técnico: Adilson Batista.

Os gols da partida foram marcados, pelo lado da Luverdense, por Reinaldo, Ex-jogador do Flamengo, e Rubinho. O jovem Yago, que entrou no decorrer da partida, descontou para o Vasco. O clube cruzmaltino soma apenas um ponto na Série B, após ter apenas empatado na estreia, contra o América-MG.

Tendo em vista os resultados negativos, a diretoria vascaína trabalha para reforçar o elenco.  O zagueiro Anderson Salles, campeão paulista pelo Ituano, é o novo reforço pra zaga cruzmaltina, talvez indicando uma possível saída do zagueiro Luan para o exterior.

Há, também, especulações sobre o volante Fabrício, do São Paulo, o atacante Rafael Silva, também do Ituano, e o meia Eduardo Sasha, do Internacional-RS,  já que Everton costa estará encostado até o ano que vem, entre outros jogadores entregues ao Departamento Médico

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cariocas não terão vida fácil neste fim de semana

Fla e Flu jogam fora de casa contra paulistas e Botafogo recebe o campeão gaúcho. Na série B, Vasco busca primeira vitória.


Após uma primeira rodada com vitória do Fluminense, empate do Flamengo em casa, e um “baile” sofrido pelo Botafogo no Morumbi, os cariocas esperam pontuar na segunda rodada do Brasileirão.

www.soumaisflu.com.br
 O primeiro time do Rio a entrar em campo na segunda rodada da série A é o Fluminense. Parada duríssima para o tricolor que vive boa fase sob o comando de Cristóvão Borges (3 vitórias em 3 jogos). O jogo é tido como o primeiro “teste de fogo” para esse time que está dando gosto de ver jogar. O quarteto ofensivo vem sendo destaque nos últimos jogos e pode ser decisivo para o Flu sair do Pacaembu com os três pontos e se manter no topo do campeonato.
O Palmeiras vem de vitória sobre o Criciúma fora de casa, em jogo polêmico. O time joga em casa pela primeira vez no campeonato, o que representa o reencontro com a torcida na série A após campanha impecável na série B de 2013. No treino de hoje, Gilson Kleina armou o time no 4-5-1, no ataque Leandro assumiu a vaga de Alan Kardec que apresentou problemas de gastrite (o jogador interessa a Corinthians e São Paulo e tem futuro indefinido). O jogo será realizado sábado às 18:30h no Pacaembu.

www.futebol-aovivo.org
No domingo é a vez do rubro negro entrar em campo. O duelo contra o Corinthians pode amenizar o empate em casa contra o Goiás ou prejudicar de vez o futuro de Jaime no comando do time. O Flamengo conta com a volta do volante Cáceres, o jogador se recuperou da luxação no ombro sofrida em março no jogo contra o Bolívar no Maracanã. No ataque, Alecsandro e Paulinho estão confirmados e terão a missão de furar a defesa do timão, que costuma levar poucos gols - principalmente em jogos com seu mando.
Do lado corintiano, o técnico Mano Menezes optou por escalar Guerrero no ataque no lugar de Petros. Romarinho jogará mais recuado junto com Jadson e a tendência é que o ataque seja formado por Luciano e o peruano Guerrero. No treino desta quinta, Romarinho e Guerrero se destacaram com um gol cada. O jogo acontece neste domingo às 16h, no Pacaembu. A partida será a despedida simbólica do Pacaembu (após a copa, o clube pretende mandar todos os jogos no Itaquerão).

www.loucospelobotafogoregiaodoslagos.com.br
Embora seja o único carioca a jogar em casa, me arrisco a dizer que o Botafogo tem a tarefa mais difícil. Enfrentar o Internacional no Maracanã já seria complicado se o alvinegro estivesse em boa fase, imagina duelar com o campeão gaúcho na atual situação do Botafogo. Na estréia o time foi dominado pelo São Paulo e por pouco não passou por um vexame maior, Jefferson foi o melhor jogador do time e realizou três defesas difíceis. A mudança no ataque feita por Vágner Mancini - o treinador sacou Ferreyra e Wallyson e promoveu a entrada de Zeballos e Emerso - pode representar uma nova forma de atuar, haja vista que são jogadores inteligentes e rápidos. Com muita movimentação dos atacantes o Botafogo tem capacidade de vencer o belo time do Inter.
Do lado gaúcho, Abel Braga pretende escalar o time com apenas Rafael Moura na frente. Após boas apresentações no estadual o colorado espera vencer o alvinegro para começar uma arrancada antes da parada para a Copa do Mundo. O jogo será realizado domingo às 16h, no Maracanã.


Três jogos complicadíssimos. 


créditos: Esdon Rodrigues / Divulgação
Já na série B, o Vasco enfrenta o Luverdense fora de casa, o jogo será o evento-teste da Arena Pantanal. Após jogar sem torcida na estreia, o cruz maltino contará com o apoio dos torcedores mesmo jogando longe de seus domínios.
Martín Silva sente dores no tendão e não entrará em campo sábado. Por mais que o time da colina esteja muito desfalcado neste início, é pouco provável que o Vasco não volte para elite. O nível de futebol apresentado pelos adversários não é bom, por isso aposto em um acesso sem dificuldades. Luverdense x Vasco acontece neste sábado, às 16:20h, na Arena Pantanal.

UEFA Europa League - Sevilla vs Valência ; Benfica vs Juventus (jogos de ida)

Aconteceram nessa tarde as duas partidas válidas pela semi final da UEFA Europa League. O Sevilla recebeu o Valência e saiu com a vantagem pro próximo jogo, enquanto a Juventus foi até Portugal e voltou com um resultado aceitável. Vamos aos jogos:

Sevilla 2 x 0 Valência
Bacca! Colombiano fez o segundo dos donos da casa chutando cruzado. (Foto UEFA)
Os dois times se superaram na fase anterior para estar ali, portanto, o jogo prometia e muito! O começo foi meio sonolento, os dois times errando muito passes. Até que numa bola parada, Raktic botou pra dentro da área, desvio na primeira trave e a bola sobrou pra Mbia, o meia se embolou, mas conseguiu tirar um calcanhar da cartola e abriu o placar para os donos da casa. Detalhe do lance foi o impedimento não marcado: tanto árbitro, quanto bandeirinha ficaram na dúvida e nada marcaram. O Valência se perdeu e o Sevilla aproveitou: tabelinha rápida, Bacca deu um toque se livrando dos zagueiros e bateu cruzado, sem chances pra Guaita. O Sevilla seguia assustando com Fazio, nas bolas aéreas, mas o primeiro tempo terminou 2x0 para os donos da casa. O segundo tempo foi muito pegado, muita disputa de bola no meio, com Mbia levando a melhor na maioria delas. O Valência ensaiou uma pressão, com Vargas, Alcácer e Piatti, e depois com o brasileiro Jonas, mas Beto foi uma verdadeira muralha e segurou o resultado. O Sevilla tem a vantagem pro segundo jogo, mas sabe da força do Valência - que vem de classificação heroica em cima do Basel. 

Benfica 2 x 1 Juventus
Garay abre o placar! Argentino cabeceou firme, sem chances para Buffon. (Foto UEFA)
A Juventus é a favorita para levar o caneco da Europa League - mais ainda porque a final será no seu estádio, em Turim. Mas o Benfica estava disposto a atrapalhar os planos da Velha Senhora: logo aos 3 minutos, após cobrança de escanteio, Garay cabeceou firme, sem chances para Buffon, e abriu o placar. Tevez tentou de todas as formas a igualdade no placar, mas o jogo seguiu assim até o término do primeiro tempo. O empate só aconteceu no meio do segundo tempo. De tando insistir o gol saiu: Carlos Tevez, se livrou de dois adversários e bateu sem chances pro goleiro Artur. Gol importantíssimo para a Juve. Mas o atual vice campeão da Europa League não se rendeu facilmente: O brasileiro Lima bateu firme para botar os donos da casa na frente do placar. A Juventus tentou empatar mas o jogo terminou assim. Agora a velha senhora precisa de uma vitória simples para se classificar, já o Benfica, joga por um empate na Itália.

Fluminense joga bem e elimina Tupi no primeiro jogo

Fred marca duas vezes, Walter fecha o placar. Time de guerreiros passeou em Juiz de Fora.

Foto Matheus Andrade/Photocâmera


Três jogos sob o comando de Cristóvão Borges, nenhum gol sofrido, 11 gols marcados. A mudança de técnico mudou e muito a forma do tricolor jogar. Um time aguerrido, longe de ser o time sonolento dos tempos de Renato Gaúcho. Contra o fraco Tupi, o time demonstrou entrosamento e não encontrou dificuldades para construir o placar e eliminar o jogo de volta, 3x0.

O começo de jogo já deixava clara a proposta do Tupi de se defender e atacar quando possível. Com isso o Fluminense dominou completamente as ações e chegou a incríveis 82% de posse de bola no início da partida. Cheguei a pensar que Cristóvão estava tendo aulas com Pep Guardiola, daí me lembrei que a partida era contra o fraco time do Tupi.
Nos primeiros vinte minutos o Flu não conseguia furar o bloqueio defensivo e ainda levou um susto em contra-ataque puxado por Núbio Flávio na “avenida Carlinhos”. Aos 23, a pressão tricolor surtiu efeito e o camisa 9, Fred, abriu o placar em grande jogada de Rafael Sóbis.

O jogo continuou fácil. O Tupi não tinha qualidade para atacar e nem oferecia dificuldade para o Flu criar suas jogadas de ataque. Aos 32, Jean rouba a bola no meio campo e lança Wagner, o meia cruza para Sóbis que cabeceia em cima a zaga, Fred aproveita o rebote e enche o pé para ampliar, 2x0. O primeiro terminou com uma boa vantagem para o time carioca, mas com um ponto negativo: Carlinhos não marcava bem e o Tupi só atacava nas suas costas.

A segunda etapa começou e nada mudou. O tricolor tocava bem a bola, Conca e Wagner organizavam o meio campo, Jean se destacava na marcação, Sóbis e Fred se movimentavam e abriam espaços na defesa do Tupi. Sem levar nenhum susto, Cristóvão promoveu a entrada de Walter no lugar de Fred. O ex-gordinho demonstrou mais uma vez que tem estrela e marcou o terceiro gol do Flu logo em sua primeira finalização aos 36' do segundo tempo. A partir daí a torcida soltou a voz gritando “Time de Guerreiros”, “Eliminado”, demonstrando a satisfação com a grande partida feita pelo tricolor. No fim, Conca em lindo lance acertou a trave. Terminou assim, Fluminense 3x0 Tupi.

Com a boa fase do quarteto ofensivo e com uma defesa que está conseguindo milagrosamente não levar gols nos últimos jogos, o Fluminense chega forte na Copa do Brasil. Agora o tricolor aguarda o vitorioso do confronto entre América RN x Náutico.

Na outra partida da noite, o CRB virou o jogo contra o São Paulo em Maceió e venceu por 2 a 1. O time de Alagoas tem a vantagem do empate no jogo de volta.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Oitavas de final da Liberta (JOGOS DE IDA): Desempenho dos brasileiros

Cruzeiro 1x1 Cerro Porteño

Foto : Goal.com
Iniciou a partida em alta velocidade e impôs ritmo alucinante nos 15 primeiros minutos de partida. Mas, ainda no primeiro tempo, em jogada proveniente da linha de fundo, Angel Romero desvia e coloca a bola no fundo do gol. O Cruzeiro se assusta e começa a atacar de forma confusa.
O segundo tempo passava e o resultado - bom para o Cerro Porteño - continuava sendo mantido. Foi quando, no apagar das luzes, o lateral Samúdio consegue finalizar - após jogada confusa na grande área - e encontra o caminho das redes. 1x1. Pelas condições da partida, empate heróico. Pelo regulamento da competição e expectativa gerada sobre a atuação do campeão brasileiro, foi pouco.
Agora o Cruzeiro vai a Assunción e não pode empatar por 0x0. 1x1 leva o jogo aos pênaltis. Derrota: Eliminação. Qualquer vitória: Classificação. 

Nacional de Medelín 1x0 Atlético Mineiro

Foto: Goal.com
Todo bom time começa pelo goleiro. Isso é uma unanimidade, certo? Então, é nesse panorama que o Atlético Mineiro se encaixa. Com atuação espetacular de Victor, o galo suportou a pressão do Nacional (col) e chegou ao fim do primeiro tempo sem ser "vazado". O time de Autuori não demonstrou o entrosamento que marcou a campanha do Galo na liberta de 2013 e se viu dominado em grande parte do jogo. Ronaldinho gaúcho este nulo e sem brilho. Sem articulação de meio de campo e muitos contra ataques desperdiçados em erros primários de passes o atual campeão da Libertadores se viu envolvido pelo bom time do Nacional. Incisivo e ousado - no primeiro tempo - os colombianos mantiveram a posse de bola, mas diminuíram o ritmo no segundo. Mesmo assim, o ataque colombiano fez o "arqueiro" brasileiro trabalhar e muito! Com defesas espetaculares, Victor foi o melhor jogador da partida (até os últimos minutos), e assistiu seu time ser envolto, inapelavelmente. E no fim, o castigo. Nos acréscimos, Cárdenas chuta forte e faz o gol que diminui a "ilusão de equilíbrio" que o 0x0 pregava e tirou o troféu de melhor da partida das mãos de Victor. Venceu quem jogou futebol.


San Lorenzo 1x0 Grêmio

Correa comemora o gol da partida. (Foto: Fox Sports)

O time gaúcho foi ao Nuevo Gasômetro com a proposta de se defender e tentar buscar um gol no reduto de seu adversário. No 1º tempo, o time não foi ameaçado, mas também não ofereceu perigo à equipe argentina. No segundo tempo, o San Lorenzo foi mais efetivo e, em finalização de Correa, abriu o placar. O Grêmio saiu mais para o jogo, buscando o empate. Com a entrada do jovem Luan, o tricolor gaúcho teve algumas oportunidades mas não aproveitou. Os gaúchos tentaram uma pressão final, sem êxito. O placar não se alterou.Com a vitória, o time do coração do Papa Francisco vai ao Brasil em busca de qualquer empate. Uma derrota com 1 gol de diferença (a partir de 2x1) classifica os argentinos.


Champions League - Real Madrid vs Bayern de Munique (jogo de ida)

Um dos jogos mais aguardados da atual temporada, o duelo entre Real Madrid, que vai em busca de La Décima e o Bayern de Munique, que vai atrás de um feito inédito: por duas temporadas consecutivas conseguir a tríplice coroa (já tem a Bundesliga, vai enfrentar o Borussia Dortmund pela final da Copa da Liga). Na temporada 2011-12, o Bayern levou a melhor nos pênaltis. O Real entrou em campo sem Bale e Marcelo - poupados. Isco entrou no meio, evitando um domínio maior no setor dos bávaros.

Real Madrid 1 x 0 Bayern de Munique
O jogo não poderia ser diferente, mesmo em casa, o Real apostava na velocidade de Ronaldo para definir o confronto nos contra ataques. O Bayern fazia seu jogo tradicional: toque de bola e constante movimentação, pressionando o Real e controlando a partida, com 86% de posse de bola. O controle se resumiu em chance de gol: aos 16 minutos, roubada de bola de Alaba, Ribery passou pra Robben, o holandês girou na entrada da área e finalizou. A bola desviou e saiu perigosamente. O Real Madrid precisou de apenas um contra ataque: Ronaldo deu ótimo passe pra Coentrão cruzar rasteiro, Benzema apareceu atrás da zaga pra empurrar e abrir o placar para os merengues. O Real melhorou em campo e a torcida, apática até o momento, apareceu pro jogo. O Bayern continuava com a posse de bola, mas era o Real quem assustava: outro contra ataque fulminante, agora Benzema cruzou para Ronaldo, o gajo chegou batendo por cima, desperdiçando ótima chance. A estratégia de Ancelotti deu certo, o Bayern não tinha espaços no meio campo, por isso, cruzava muito a bola pra dentro da área, mas sem sucesso. O Real Madrid voltou a aparecer somente aos 40 minutos: cruzamento da esquerda de Isco, a bola passou por todo mundo e chegou em Di Maria, o argentino encheu o pé e desperdiçou mais uma boa oportunidade. O primeiro tempo terminou com o Real Madrid no ataque, o time merengue conseguiu segurar o ímpeto dos bávaros e saiu com o 1x0 no placar merecidamente. 
Benzema! Francês abriu o placar para os merengues. (Foto: @RealMadrid)
Bola rolando pro segundo tempo que continuou muito bom, aberto, com chances pros dois lados. Modric e Di Maria muito bem na partida, dominando as ações no meio campo. Pep foi obrigado a mudar: Javi Martinez no lugar de Rafinha, Lahm voltou pra posição original de lateral direito, depois Ribery saiu para entrada de Gotze e, por fim, Muller veio pro lugar de Schweinsteiger. No Real, Pepe se machucou e precisou sair, Varane veio pro seu lugar, Bale veio para o jogo no lugar de Cristiano Ronaldo, que saiu sem marcar pela primeira vez nessa Champions League. O Bayern cresceu no jogo com as mudanças e quase empatou com Muller, após chute forte na entrada da área. Ancelotti mexeu de novo: Illarramendi veio pro jogo no lugar de Isco - que fez ótima partida, mas pareceu não adiantar. Outra ótima jogada, Gotze recebeu cara a cara com Casillias, o alemão chutou forte mas parou na muralha espanhola. O jogo ganhou tons dramáticos, o Real continuava apostando nos contra ataques e tentava, de qualquer forma, parar o Bayern. Já nos acréscimos, o Real Madrid viu os alemães rondarem a área perigosamente: primeiro com Muller, travado na hora certa por Xabi Alonso, depois com Lahm e Robben, tentando botar a bola na área de qualquer jeito. Mas nada adiantou, Real Madrid venceu a primeira partida, sem levar gols, e decide a vaga na Alemanha. O destaque da partida vai pra Modric, que fez uma ótima partida, tanto ofensivamente como defensivamente. Os dois times voltam a se enfrentar na próxima terça feira em busca da vaga na grande final.

Manoel é o jogador ideal para solucionar, em partes, os problemas na defesa do Flu


O jogador foi afastado pela diretoria do Atlético Paranaense por indisciplina e deve ser negociado com algum clube brasileiro.

créditos: Site Oficial Atlético Paranaense

Zagueiro, 1.81m de altura, 82.00 kg, direito, forte, rápido e com bom cabeceio. Essas são virtudes de Manoel, 24 anos, que pertence ao Atlético PR, mas encontra-se afastado por indisciplina (justificativa dada por dirigentes do clube).
Com participações decisivas nas campanhas do time paranaense nas últimas duas temporadas, sendo peça fundamental na campanha do furacão na série B 2012. Foi eleito o melhor zagueiro da competição, recebendo com isso algumas sondagens de times brasileiros, porém nada concreto que o tirasse do clube atual. Revelado no próprio Atlético PR, Manoel está a oito anos no clube e ao que parece não irá continuar para o segundo semestre. Com isso, espero que o Fluminense saiba unir o “útil ao agradável” e invista na contratação desse belíssimo zagueiro que põe no bolso todo o sistema defensivo do tricolor.
Gum é lento, Elivélton ainda não adquiriu a experiência necessária para ser titular do Fluminense. E o Leandro Euzébio? Esse, além de ser meio sonolento nas jogadas, ainda tenta sair jogando com uma categoria que infelizmente lhe falta e muito. O clube carioca vem sofrendo críticas constantes ao seu sistema defensivo, tendo em vista que o mesmo tem cometido falhas seguidas, irritando assim a torcida tricolor.
Manoel teve um ano de 2013 de causar inveja a todos os defensores do Fluminense. Levou o furacão ao vice-campeonato da Copa do Brasil e foi um dos destaques na campanha do último campeonato brasileiro, ajudando o clube a terminar na terceira colocação. Para coroar a grande temporada, Manoel foi eleito junto com Dedé como melhor zagueiro do Brasileirão, marcando presença na seleção do campeonato.
Com uma multa rescisória considerada alta para os padrões brasileiros (estimada em 25 milhões de reais), Manoel merece um investimento e tem vaga no time titular em qualquer clube brasileiro, ainda mais na pior defesa do futebol carioca.
Cabe ao Fluminense entrar em acordo com a sua patrocinadora para a aquisição desse zagueiro que não brinca em serviço, chega firme nas jogadas e tem potencial para vestir a camisa do time das Laranjeiras. Enfim, resta aos tricolores sonhar com uma contratação dessas para que o tricolor carioca possa sonhar alto nesse brasileiro.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Champions League - Atlético de Madrid vs Chelsea (jogo de ida)

O time sensação da Europa recebeu os Blues com casa cheia e promessa de um grande jogo. A Champions League está afunilando, o primeiro duelo da semifinal entre Atlético de Madrid e Chelsea mostrou a vontade dos dois em estar na grande final. Vamos ao jogo:

Atlético de Madrid 0 x 0 Chelsea


O Atlético, motivado pelos últimos bons resultados, entrou empolgado no jogo. Do outro lado, já na escalação percebia-se um Chelsea mais recuado. Os colchoneros iniciaram a partida com sua usual intensidade e marcação adiantada. Entretanto, a equipe do estudioso Mourinho inteligentemente anulou a equipe madrilenha. A tática foi simples: 10 jogadores atrás da linha da bola, marcando forte, e abusando da ligação direta à Fernando Torres. O Chelsea oferecia a bola ao Atlético para que o time de Simeone saísse de sua característica de contra ataque e passasse a propor o jogo. Com isso, no primeiro tempo, o que se viu foi um time que escancaradamente só queria se defender (Chelsea), contra outro que não conseguia ter criatividade e só levava algum perigo nas bolas alçadas à grande área. Peter Cech se contundiu e foi substituído ainda no primeiro tempo.


Lesão de Petr Cech (Foto: Reuters)

No segundo tempo, nada mudou. Bolas lançadas na área e a defesa do Chelsea se defendendo. Taticamente perfeito, em boa parte do jogo, o time londrino teve muito clara sua proposta de jogo e foi fiel à ela do início ao fim. Na segunda metade do segundo tempo, o zagueiro Terry (que vinha fazendo partida segura e se impondo nas bolas aéreas defensivas) teve uma lesão no tornozelo e precisou ser substituído.

Com a substituição, David Luiz foi remanejado á zaga. Arda Turan, entrou em campo e aproveitou os espaços dados pelo meio de campo do Chelsea. O ataque dos blues, árido de jogadas ofensivas viu Fernando Torres - mesmo isolado - fazer ótima partida, lutando contra os zagueiros, e em alguns momentos, vencer o confronto direto com Miranda.

Diego Costa foi muito bem marcado e não ofereceu perigos. Levou perigo em uma cabeçada que tinha endereço mas Cahil desviou providencialmente, e em uma bicicleta que não foi bem executada.

Partida tecnicamente fraca com traços fortes de futebol sul americano. O Chelsea extremamente retrancado, com suas linhas compactas, e dando a bola ao adversário. O Atlético insistindo nas bolas aéreas, chutes de fora da área, e carecendo de inteligencia para furar o bloqueio do sistema defensivo do "Special One". No quesito tática e pragmatismo quem venceu foi o Chelsea. O Atlético teve sua característica do contra golpe praticamente anulada. O 0x0 foi o retrato de um jogo sem muitas emoções e sem muita ousadia. Na próxima quarta, as duas equipes se enfrentam visando uma vaga na final. Os colchoneros não chegam à final da Champions desde 1974, quando perderam para o Bayern - que curiosamente está na outra semifinal. Os blues sonham em repetir o feito de 2012, quando eliminaram equipes favoritas e levantaram a taça. Tudo aberto para o próximo jogo, que promete muitas emoções e bom futebol.

Confronto está  aberto (Foto: Reuters)

Arthur Antunes colaborou.