Em noite de estréia de Emerson Sheik, Botafogo começa mal, é vaiado, mas se recupera e arranca empate suado contra o Internacional.
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| Espírito de guerreiro: Sheik foi o responsável pelo empate do Fogão. (Foto: Gazzeta Press) |
Tinha tudo para dar errado: começo conturbado, zaga batendo cabeça, torcida vaiando... A estréia de Sheik no Botafogo era parecida com a do holandês Seedorf. Na ocasião, o Botafogo se complicou e viu outro time do Sul, o Grêmio, derrotar o glorioso dentro do Engenhão.
O Internacional veio com tudo, abriu o placar em boa jogada pela direita: lançamento longo de Willians, Aránguiz deu belo corte em Julio Cesar e botou a bola na cabeça de Rafael Marques, que empurrou pra dentro, sem chances para Jefferson. A partir daí a torcida passou a pegar no pé do lateral, que não foi bem na partida. A situação ficou pior quando Valdívia (não o chileno) pegou a bola dentro da área, cortou Dória e passou rasteiro para Rafael Moura, o He-Man só teve o trabalho de tocar pro fundo da rede e complicar ainda mais a vida do alvinegro. Pra sorte dos jogadores do Botafogo, o primeiro tempo se encerrou.
Vagner Mancini resolveu mudar o time: sacou Jorge Wagner e colocou Daniel em seu lugar, na esquerda, sacou Julio Cesar e colocou Junior Cesar. O time voltou com outro espírito, e outro uniforme também: o time promoveu a estréia do uniforme branco. Muitos botafoguenses odeiam o uniforme branco - "dá azar" - mas hoje não era dia de azar, era dia de Sheik. O atacante voltou inspirado e assustou logo aos 3 minutos, em chute forte que passou por cima. Aírton poderia estragar os planos do Fogão, tomou amarelo no começo do segundo tempo e, com certeza, iria ser expulso na sequência, portanto, Mancini tratou de tirar o volante e colocou Edílson - que tinha seu nome gritado para entrar na lateral direita, no lugar de Lucas.
Dois minutos depois, Lucas recebeu no fundo, cruzou pra trás, Dida saiu mal e brilhou a estrela de Sheik. O atacante subiu e empurrou pra dentro do gol. Rafael Moura estava disposto jogar água no chopp, mas parou na Muralha Jefferson, que fez um milagre em finalização do atacante. Na sequência do lance, Emerson Sheik cruzou da direita e Zeballos se jogou na bola e empatou o jogo, inflamando a torcida do alvinegro.
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| Emerson comemora o gol com Zeballos, atacante fez um e deu passe pro outro. (Foto Alexandre Loureiro/AE) |
O time aguerrido do Botafogo assustou, pelo menos, outras duas vezes, mas o terceiro gol não saiu. O empate com gosto de vitória deu o primeiro ponto do alvinegro no campeonato, basta saber qual time disputará o Brasileirão desse ano: o que erra muito e dá espaços demais, que entrou no primeiro tempo, ou o time forte, sério, que pressiona e não tem medo, que atuou na segunda etapa.
O destaque da partida não poderia ser outro: Emerson Sheik mostrou seu espírito guerreiro, correu o jogo todo e foi o responsável, ao lado de Vagner Mancini com suas mudanças, pelo resultado conquistado.
"Vamos dividir os méritos, porque é bacana isso. A preparação física do Botafogo fez um trabalho muito bacana comigo. Mostramos que somos uma equipe competitiva. Não somos uma equipe de pernas de pau, como escutei quando cheguei no Rio de Janeiro", declarou o atacante na saída do jogo.
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| Uniforme e futebol novo. Botafogo mudou a cara no segundo tempo. (Foto Ide Gomes/AE) |
O Botafogo volta a jogar no domingo, quando vai até a Fonte Nova enfrentar o Bahia, em busca da primeira vitória no campeonato. O Internacional entra em campo na quinta feira pela Copa do Brasil.



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