Como explicar a
mudança de atitude do Fluminense? Com certeza Cristóvão não mexeu só na
formação do time.
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| Fotos: Nelson Perez Fluminense F.C. & Fernando Cazaes |
A atual fase do
tricolor carioca é a melhor possível. O Flu é líder do Brasileirão, eliminou o
Tupi na Copa do Brasil sem direito a jogo de volta, tem uma média de 3 gols por
partida desde a chegada do novo técnico e de quebra não levou nenhum gol sequer
sob o comando do inteligentíssimo Cristóvão Borges.
O Flu de Renato
jogava na formação: 4-3-1-2, uma formação mais defensiva do que a atual. A
melhor partida foi no clássico contra o Flamengo no Maracanã, no dia 8 de
fevereiro, onde o tricolor foi amplamente superior, envolveu o adversário e
venceu por 3x0. O time terminou a primeira fase do estadual na segunda
colocação, somando 31 pontos em 15 jogos, sendo eliminado para o Vasco na
semifinal após perder o segundo jogo por 1 a 0, o tricolor tinha a vantagem do
empate. Os 11 titulares do Fluminense na era Renato Gaúcho eram: Cavalieri,
Bruno, Gum, Elivélton, Carlinhos; Valencia, Diguinho, Jean, Conca; Walter e
Fred. O ex-gordinho entrou no time titular no lugar de Rafael Sóbis, mas o que
se viu em campo desde a sua entrada foi um time fraco na marcação, lento e
previsível.
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| Fred não esteve bem no jogo de ida contra o Horizonte-CE. Foto: Kid Junior |
A estreia na Copa do
Brasil contra o desconhecido Horizonte deixou clara a fragilidade do sistema
defensivo tricolor. Embora tenha perdido diversas oportunidades de vencer a
partida, o Fluminense não marcava bem e por pouco não voltou do Ceará com uma
goleada na bagagem. O Horizonte venceu por 3x1. Mesmo jogando com 3 volantes
(Valencia, Diguinho e Jean), o time ficava exposto e Cavalieri não estava
inspirado como em vários jogos no Brasileiro de 2012, onde foi peça fundamental
para o tetracampeonato.
A defesa sofria duras
críticas, os laterais não viviam bom momento, Jean já não apresentava o mesmo
futebol que o levou à seleção, Conca estava sobrecarregado na armação e Fred
vivia péssima fase, fazendo com que os críticos questionassem a sua convocação
antecipada para a Copa do Mundo. Esse era o Fluminense comandado por Renato
Gaúcho. Soma-se a isso, a falta de planejamento do clube, tendo em vista que
todos estavam cientes do problema defensivo, afinal não é da noite pro dia que
Gum e Leandro Euzébio começaram a falhar. O Flu de Renato pecou por não
contratar nenhum zagueiro, e quem pagou por isso foi o próprio treinador. Nesta
passagem pelo clube, Renato somou 9 vitórias, obteve 5 empates e saiu derrotado
em 4 oportunidades.
A derrota para o
Vasco na semifinal do carioca foi considerada o estopim. O time não apresentava
nenhuma organização no ataque, vivia na base dos chutões e de jogadas de Darío
Conca, mas o camisa 11 foi afetado por tanta lentidão estando abaixo do seu
normal em alguns jogos, o que ainda não aconteceu com a chegada do novo técnico.
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| Cristóvão mudou a cara do Fluminense. Foto: Lúcio Távora Agência A Tarde |
Faltando menos de uma
semana para a partida de volta contra o Horizonte, o tricolor demitiu Renato
Gaúcho e contratou o novo treinador em menos de 24 horas. A missão de resgatar
o bom futebol de um time desanimado estava nas mãos de Cristóvão Borges.
O novo técnico não
era visto com bons olhos pela patrocinadora, mas o presidente do Fluminense
Peter Siemsen bateu o martelo e anunciou a contratação do treinador. Para
muitos era uma aposta. Cristóvão chegou de mansinho e logo foi impondo o seu
método de trabalhar.
A estreia foi contra
o surpreendente Horizonte, jogo em que o Fluminense precisaria reverter o
placar e vencer por no mínimo 2 gols de diferença. Logo de cara Cristóvão
Borges mexeu na equipe. Valencia saiu para entrada de Wagner, e Walter perdeu a
vaga no time titular para Rafael Sóbis (com proposta do Corinthians). O que
parecia ser uma simples troca de peças se tornou em um resgate de dois
jogadores com boa movimentação. O time lento do início do ano não foi visto na
partida contra o Horizonte, resultado Fluminense 5x0 Horizonte-CE.
Após esse jogo o
técnico teve mais tempo para treinar a equipe, demonstrando uma preocupação
ímpar com o sistema defensivo. Qualquer entendedor saberia identificar o ponto
fraco do time carioca, mas poucos saberiam resolver esse problema sem trocar
peças no setor. Palmas para Cristóvão Borges. O time base sob o comando do novo
treinador é: Cavalieri, Bruno, Gum, Elivélton, Carlinhos; Diguinho, Jean,
Wagner, Conca; Rafael Sóbis e Fred. Durante os jogos as formações variam de
4-4-2 para o 4-2-3-1, confundindo os adversários na marcação.
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| Jogadores comemoram mais um gol na era Cristóvão. Foto: Nelson Perez Fluminense F.C. |
O Flu iniciou o
campeonato brasileiro com uma vitória de 3x0 sobre o Figueirense, no Maracanã.
Logo depois enfrentou o Tupi-MG, fora de casa, pela segunda fase da Copa do
Brasil, mais uma vitória sem sustos, 3x0. Com isso, o tricolor passou a ser
visto de forma diferente, uma defesa segura, movimentação intensa dos meias
Conca e Wagner, Fred fazendo gols e a raça do incansável Rafael Sóbis. Mas os
invejosos diziam “ganhar de time pequeno é fácil”, então chegou à vez do
gigante Palmeiras – que se tornou pequenino no jogo contra o novo Fluminense,
no Pacaembu. Uma aula de jogar futebol foi dada ao Palmeiras, com Darío Conca
desfilando em campo. Vendo os melhores momentos fica a certeza, 1x0 foi pouco,
muito pouco.
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| Sóbis comemora com Fred o gol da vitória contra o Palmeiras. Foto: Miguel Schincariol |
Lá se foram quatro
jogos sob o comando de Cristóvão, 12 gols marcados, nenhum sofrido, 100% de
aproveitamento. Líder do campeonato brasileiro, único time a vencer os dois
jogos, com isso fica fácil dizer que o novo técnico, que chegara sem o aval da
patrocinadora, passou a ser visto como o grande reforço do tricolor na
temporada junto com o craque argentino.
O próximo teste será
contra o Vitória, às 21h, no Maracanã. 50 mil pagantes será pouco.





Mudou a cara do time, parabéns Cristóvão.
ResponderExcluirBoa matéria.
Realmente, sábias palavras, mas ainda pelo simples fato de a unimed quer ser tão unanime no club, a ponto de querer fazer suas vontades alheias por gostar do Fluminense.
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